Jornal GGN -

A coordenadora Geral do Movimento Todos Pela Educação, Alejandra Velasco, afirma que o percentual de alunos tem aumentado muito: há sete anos, 47% dos alunos com deficiência estavam em classes comuns, já em 2013, eram 77%, “essa é uma evolução enorme”.

“Vemos professores mudando de opinião porque eles acabam acumulando um repertório para lidar com essas situações. As redes [de ensino] acabam disponibilizando recursos não apenas materiais, mas também de formação, que permitem um melhor atendimento”, contou ela ao jornalista Valter Lima, em entrevista à Radioagência Nacional da EBC.

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O dado, sobre inclusão de crianças e jovens com deficiência na rede regular de ensino, responde diretamente à meta 4 do Plano Nacional de Educação, que exige o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

Para Alejandra, infelizmente o PNE traz a palavra “preferencialmente”. “O que abre a possibilidade desses alunos permanecerem nas escolas exclusivas ou em salas exclusivas para pessoas com deficiência”, avalia. A coordenadora do Movimento Todos Pela Educação, não descarta a necessidade do aluno com deficiência frequentar o atendimento complementar, mas esse deve ser realizado no contra-turno.

“Essa inclusão tem uma vantagem não apenas para esses alunos, mas também para o restante das classes. Essa inclusão, como qualquer inclusão de minorias, é muito positiva em termos educacionais também para quem não faz parte dessas minorias”, completou Alejandra.

Ela reconhece que o país ainda precisa evoluir nesse campo, apontando a existência de programas do governo federal que colocam à disposição das escolas recursos para a implantação de salas multifuncionais que atendam essa população.

Matrícula de deficientes em menor no ensino médio

Segundo Alejandra, a inclusão de alunos com deficiência ou superdotados começa a diminuir nas etapas posteriores do percurso de formação escolar. Nas salas dos anos iniciais do ensino fundamental observa-se um número maior de matrículas. Entretanto, nos anos subsequêntes o número de matrículas diminui.

“É importante saber que o levantamento demográfico, como da PNAD, que nos permitem a acompanhar ano a ano a movimentação de pessoas, não nos permitem concluir quantas dessas pessoas estão fora da escola. Sabemos de todos os alunos que estão matriculados, quantos estão em classes comuns e quantos estão em classes especiais. Mas não conseguimos saber que parte da população está fora das escola. Essa é uma questão onde precisamos avançar”.

No site www.observatoriodopne.com.br, é possível acompanhar o desempenho do país para alcançar a Meta 4 do Plano Nacional de Educação, que diz respeito aos direitos das crianças e jovens com deficiência ou superdotação. O site também oferece dados de todas as 20 metas do PNE.


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