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STF não acatou o ensino domiciliar (homeschooling)

13/set/2018 às 4:34 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

Ensino domiciliar só pode ser autorizado por lei específica, decide Supremo

Por Gabriela Coelho repórter do Conjur

Por seis votos a quatro, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que o ensino domiciliar não está previsto na Constituição Federal e depende de lei específica para ser permitido no Brasil. O julgamento foi concluído nesta quarta-feira (12/9), depois de três interrupções.

Venceu a tese do ministro Alexandre de Moraes, de que o chamado homeschooling pode existir no Brasil se for autorizado por lei. Foi acompanhado pelos ministros Luiz Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio votaram contra a possibilidade de ensino domiciliar. Segundo eles, ir à escola é um direito fundamental previsto na Constituição, ao contrário do direito de estudar em casa, inconstitucional, segundo eles.

O relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou sozinho. Para ele, o ensino domiciliar deve ser autorizado imediatamente, desde que obedeça a condições estabelecidas em seu voto, lido na semana passada.(aqui)

Na sessão desta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes disse que “não há vedação absoluta ao ensino domiciliar” na Constituição”. “Apesar de, expressamente, a Constituição não prever a modalidade, também não a proíbe”, disse o ministro.

Alexandre argumentou ainda que a Constituição coloca a família em “posição principal” na educação dos filhos. “O que a Constituição faz é colocar família e Estado juntos para atingir a finalidade de uma educação melhor. A finalidade não foi criar uma rivalidade e , sim, uma efetividade melhor na educação”, disse. “O ensino familiar exige o cumprimento de todos os requisitos constitucionais. Não é vedado o ensino em casa desde que respeite todos os preceitos constitucionais, e há necessidade de legislação, como estabelecimento de requisitos de frequência, avaliação pedagógica.”

Lei específica

Ao seguir o entendimento de Moraes, a ministra Rosa Weber entendeu que a prática não é constitucional e precisa de lei.“A Constituição protege a educação como dever o Estado, e há ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente que obriga os pais a matricular seus filhos na educação básica a partir dos quatro anos e a lei exige que o ensino seja presencial. Acredito que não pode ser liberada por não haver lei específica“, disse.

O ministro Dias Toffoli, em seu voto, afirmou que o ensino escolar não é inconstitucional, mas não é possível dar provimento ao recurso em análise e permitir a educação domiciliar por ausência de lei sobre o assunto.

Divergência

O ministro Fux entendeu que o ensino domiciliar não está na Constituição e qualquer lei que venha a autorizá-lo será inconstitucional. “Além disso, os profissionais da educação são muito importantes. A educação não pode ser só em casa.”

O ministro Ricardo Lewandowski também não concordou com o ensino fora da escola. “Não há razão para retirar uma criança da escola oficial em decorrência da insatisfação de alguns com qualidade do ensino. A solução para pretensa deficiência seria dotá-las de mais recursos estatais e capacitar melhor os professores“, expôs.

O papel da escola promover um convívio saudável da criança com pessoas e outras concepções de mundo para sua formação”, completou o ministro Marco Aurélio.

Isonomia

O ministro Gilmar Mendes acompanhou a divergência, fez críticas ao ensino domiciliar e chamou atenção para os princípios da isonomia e da igualdade. “Entramos numa seara de políticas públicas. O objetivo aqui também é saber se mandar os filhos para a escola é um dever ou um direito”, disse.

O ministro se mostrou preocupado com a diferença de ensino domiciliar em relação às famílias pobres. “Nas famílias que podem pagar um ensino particular, entendemos que haja um mínimo de intelectualidade. Nas famílias pobres, que utilizam a rede pública, não é a realidade da maioria poder usufruir de um ensino em casa”, explicou.

Regulamentação

Fachin seguiu o entendimento, mas disse que, mesmo reconhecendo que pode haver direito ao ensino em casa, não pode o Judiciário fazer a regulamentação. Para Fachin, a escola é uma das primeiras experiências de vida e é preciso que o STF se posicione. “O Congresso deve regulamentar o modelo pedagógico em um ano. Ou se dá uma interpretação conforme à Constituição ou então o STF estaria legislando. O exame a fazer é saber se o ensino em casa é ou não constitucional e não cabe ao STF legislar”, disse.

Fachin afirmou que a escola deve espelhar o “pluralismo“, a convivência com as diferenças. “Há, portanto, um direito passivo, que é a presença em sala de aula, e o legislador tem respaldo na Constituição. Essa exigência não inviabiliza a liberdade de crença e de consciência

Critérios

Na primeira sessão (6/9), o relator, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que a Constituição dá aos pais a possibilidade de escolher. “De acordo com a Constituição, família é uma das partes fundamentais na educação ao lado do estado. Entretanto, o fato de a CF deixar claro que é dever do estado, não significa que ele não possa ser regulamentado”, afirmou.

Na ocasião, o ministro propôs ainda regras de regulamentação sobre o ensino domiciliar no país para garantir que a criança e o adolescente não sejam prejudicados. “A ideia é garantir o desenvolvimento acadêmico e avaliar a qualidade o ensino até que seja editada medida”, disse.

A educação domiciliar chegou à jurisdição do STF em junho de 2016, quando uma família de Canela (RS) entrou com recurso contra a Secretaria de Educação do município a fim de manter a filha, na época com 11 anos, estudando em casa. Até então, ela nunca tinha frequentado uma escola. Antes disso, os pais perderam processos em que pediam autorização para o ensino familiar em duas instâncias: no juizado da comarca de Canela e no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Projetos de Lei

O ensino doméstico é tema de quatro projetos de lei, dois da Câmara dos Deputados e dois do Senado Federal — o mais recente, nº 28/2018, é de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) e visa impedir a criminalização de homeschooling (termo em inglês usado para definir o modelo). Cerca de 7,5 mil famílias são adeptas da prática e aguardam a decisão do STF sobre o tema.

RE 888.815

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STF decide no dia 30/08 sobre homeschooling: estudar em domicílio

12/ago/2018 às 19:15 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

 

Fonte: STF

Tema

1. Trata-se de recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, envolvendo discussão acerca da possibilidade de o ensino domiciliar (homeschooling), ministrado pela família, ser considerado meio lícito de cumprimento do dever de educação, previsto no art. 205 da Constituição Federal.

2. O acórdão recorrido entendeu que “inexistindo previsão legal de ensino na modalidade domiciliar, não há no caso direito líquido e certo a ser amparado na estrita arena do mandamus“.

3. A parte recorrente alega que o acórdão recorrido “ao decidir pela negativa do mandamus quanto a obrigatoriedade da matrícula e frequência de todas as crianças a uma instituição convencional de ensino, ignorou temerariamente o conteúdo dos arts. 5º, VI; 205; 206, II, III, VII; 208; 226; 227; 229, bem como de outros princípios fundamentais, dando aos arts. 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente e 6º da Lei de Diretrizes e Bases uma interpretação pode demais restrita e, consequentemente, inconstitucional“.

Sustenta, em síntese, que:

1) a obrigatoriedade de ensino prevista no art. 208, I, da Constituição, dirige-se somente ao Estado;

2) a Constituição não pretende criar um Estado totalitário e paternalista que possa validamente se substituir aos pais na escolha da melhor educação a ser dada aos filhos (arts. 1º, caput – ‘Estado Democrático de Direito’, e V – ‘pluralismo político’; 3º, I; 206, II e III);

3) cabe, sim, ao Poder Público fiscalizar as condições em que o ensino privado é ministrado, mas jamais proibir uma modalidade de ensino sem qualquer razão para tanto – a escola não é o único lugar em que as crianças podem ter contato com a diversidade;

4) é necessária, no presente caso, a aplicação do princípio da razoabilidade por tratar-se ‘de um valioso instrumento de proteção dos direitos fundamentais e do interesse público, (…) por funcionar como a medida com que uma norma deve ser interpretada no caso concreto para a melhor realização do fim constitucional nela embutido ou decorrente do sistema’.

Diante disso, conclui que “os dispositivos da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, e da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que obrigam a matrícula devem ser interpretados dessa maneira: Os pais são obrigados a dar educação aos filhos, mas têm liberdade para escolher o melhor meio para tanto, considerados o interesse da criança e as suas convicções pedagógicas, morais, filosóficas e religiosas. Nesse contexto, somente poderão ser obrigados a matricular seus filhos na rede regular de ensino se, de outra forma, não puderem prover à educação dos filhos“.

4. Em contrarrazões, o município de Canela defende que “o ensino domiciliar não pode ser visto como um substituto do ensino escolar, mas sim uma complementação, uma participação ética e conjunta dos pais na educação de seus filhos“. Afirma que “a Constituição Federal em seu artigo 208, parágrafo 1º, considera o acesso ao ensino obrigatório como direito público subjetivo” e que “o parágrafo 2º, do mesmo diploma legal refere que o seu não-oferecimento por parte do poder público implica em responsabilidade da autoridade competente“.

5. O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.

6. Foram admitidos como amici curiae a Associação Nacional de Educação Domiciliar/ANED, que se manifestou pelo provimento do recurso; a União, os Estados do Acre, de Alagoas, do Amazonas, de Goiás, do Espírito Santo, do Maranhão, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Rondônia, de Santa Catarina, de São Paulo, de Sergipe e o Distrito Federal e o Estado do Rio Grande do Sul, que se manifestaram pelo desprovimento do recurso.

7. O Relator, Ministro Roberto Barroso, decretou a suspensão do processamento de todas as demandas pendentes que tratem das questão em tramitação no território nacional, nos termos do artigo 1.035, § 5º, do Código de Processo Civil.
Tese

EDUCAÇÃO. ENSINO DOMICILIAR. LIBERDADES E DEVERES DO ESTADO E DA FAMÍLIA. LEI Nº 8.069/90. LEI Nº 9.394/96. CF/88, ARTS. 1º, CAPUT, V; 3º, I; 5º, VI; 205; 206, II, III, VII; 208; 226; 227; 229.Saber se o ensino domiciliar (homeschooling), ministrado pela família, pode ser considerado meio lícito de cumprimento do dever de educação.
Parecer da PGR
Pelo conhecimento e desprovimento do recurso.
Informações
Processo incluído em pauta de julgamento publicado no DJE em 08/08/2017.
O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.
Tema 822 da repercussão geral.
Foi determinada a suspensão nacional de todos os processos pendentes que versem sobre a questão (CPC, art. 1.035, § 5º).


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Curso online: Nossos alunos estão suicidando-se

05/ago/2018 às 1:00 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

 

Prezadas e prezados,

Um pai, vítima de suicídio de seu filho está  patrocinando o curso que eu estou a coordenar,razão pela qual foi possível oferecer um preço bem acessível para os participantes.

Como a intenção é ampliar o conhecimento do fato social suicídio junto aos profissionais da área educação, como incentivo, eu estou disponibilizando um outro curso gratuito.

A intenção é dar um brinde/incentivo, abaixar o preço para que mais profissionais da educação possam ter acesso ao tema do suicídio e com isso ajudar a identificar os casos de alunos que possam a vir interromper o fluxo da vida.

Nossos alunos estão suicidando-se: o que vamos fazer? (Aqui)

R$ 59,90

Ao fazer o cadastro, inscrição e pagamento ganha um outro curso

Evitando a violência na escola: cultivando as virtudes – gratuito

Outra alteração foi a metodologia que agora está totalmente aberta.

O participante pode iniciar a qualquer momento e terminar no seu ritmo.

O pagamento deve ser feito por depósito bancário ou transferência para evitar as taxas:

O programa do curso:


1a aula: Questão da Alteridade

2a aula: O Outro

3a aula:Criança e o Adolescente no Contexto da Atualidade

4a aula: Sofrimento

5a aula: Nossos alunos estão se suicidando

6a aula: Intervenções e Alternativas Pedagógicas

Não deixe de reservar  um tempo para estudar este assunto que é muito espinhoso e triste, porém absolutamente necessário nos dias atuais. Faça a sua inscrição: www.centrodestudos.com.br

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Certificado de Ensino Médio inválido: testemunho

17/jul/2018 às 22:45 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD, ensino médio

Tenho atuado junto a casos de ex-alunos do Ensino Médio que descobrem que foram enganados e que o certificado que eles receberam não foi emitido pela escola supletivo que frequentaram e , em geral, são de escolas do Rio de Janeiro que foram cassadas e não possuíam autorização de funcionamento pela Secretarias de Educação dos demais Estados.

É um momento muito frustante para o aluno que já está na faculdade  ou que pretende prestar um concurso saber que o seu certificado não vale nada e que foi enganado.

Nem todo caso é possível seguir para a Justiça, e quando isso não é possível, o melhor caminho e começar de novo e de um jeito certo , por isso tenho recomendado fazer o CEEJA – supletivo público e flexível , porque em pouco tempo resolve-se o problema. Outra possibilidade é fazer o ENCEEJA – Exame Nacional de Certificado de Educação de Jovens e Adultos, já que o ENEM não mais certifica.

Enfim, segue um testemunho de uma leitora deste blog e que conseguiu obter um certificado válido para não ter mais dores de cabeça:

      “Há um tempo atrás deixei aqui minha dúvida em relação ao meu caso e, como muitos, eu conclui o Ensino Médio a distancia. Me matriculei em uma escola do mesmo Estado, mas quando meu certificado chegou percebi que era do Rio de Janeiro, eu moro em São Paulo.
        Entrei na faculdade e não tive nenhum problema com o certificado, porém sempre fiquei com essa dúvida se meu certificado era verdadeiro ou não. Encontrei esse site e segui exatamente o que foi sugerido.
       Consegui concluir o Ensino Médio, parcialmente pelo Enem e o restante pelo CEEJA e hoje estou me matriculando novamente na faculdade, agora com a tranquilidade de saber que não terei problemas futuros.Perdi um tempo, pois tranquei minha matricula e resolvi começar novamente mas não me arrependo.
        Só tenho a agradecer a toda equipe.  (Angélica)”
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Curso online: Judicialização das Relações Escolares

16/abr/2018 às 16:44 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

Olá queridos leitores deste blog,

Estarei ministrando o curso 100% online Judicialização das Relações Escolares: como evitar iniciando os estudos no dia 30/04/2018.

Esta será a primeira e única turma deste ano de 2018.

Então, se você é professor, diretor escolar, mantenedor de escola, advogado e quer ampliar o seu conhecimento sobre a legislação de ensino e o cotidiano da escola para evitar sofrer uma ação judicial, faça o este curso.

Ele já está em sua 28a edição, obteve nesses anos muito sucesso.

O valor do curso é de R$ 149,90 e quem efetivar o pagamento por transferência bancária ou depósito ainda ganha desconto R$ 142,00.

Faça a sua inscrição AQUI, valerá a pena.

Aguardo você!

Link da Revista: http://www.soniaranha.com.br/sob-o-olhar-da-justica/

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Como evitar ações judiciais contra a escola

15/ago/2017 às 15:30 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

Os gestores educacionais sejam de escolas particulares ou públicas evidentemente não desejam ser alvos de ações judiciais.

Mas para evitar que ações judiciais caiam em seus cangotes é preciso conhecer a legislação de ensino , a Constituição Federal, o ECA , o Direito do Consumidor, dentre outros, para evitar os dissabores.

É o que eu proponho no curso Judicialização das Relações Escolares: como evitar , isto é, evitar que a Justiça intervenha e dite o que é para ser feito na escola ou como evitar sofrer uma ação judicial.

Tenho acompanhado muitos pais de alunos que diante de arbitrariedades das escolas impetram ações judiciais, porque estas desconhecendo a legislação agem pela própria vontade. O que é um grande desgaste emocional e financeiro tanto para os pais, como para as escolas,  evitável se os gestores conhecessem leis e/ou ato normativos que regem as instituições escolares.

Por exemplo:

Escola particular reprova aluno no 2º ano do Ensino Fundamental contra  ato normativo do Conselho Nacional de Educação em sua Resolução CNB/CBE n.07/2010, artigo 30, inciso III, parágrafo 1º.

O pai busca anular a reprovação junto Conselho Estadual de Educação que lhe defere o recurso.

Pai entra com ação judicial contra a escola para rever suas perdas financeiras (material escolar do 2º ano que comprou desnecessariamente; matrícula e 4 parcelas da anuidade escolar do 2º ano que pagou de forma indevida) e moral, afinal o filho passou pelo constrangimento da reprovação sem tê-la merecido, além ser transferido de escola, deixando para trás seus coleguinhas.

Se os gestores desta escola conhecessem a legislação de ensino, não teriam reprovado o aluno, e este com a sua família, não teriam sofrido e obviamente não haveria uma ação judicial.

De modo que participe comigo do curso on-line: Judicialização das Relações Escolares: como evitar e evite dores de cabeça!

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A lei de combate ao Bullying e implicações para a escola

Direitos do Aluno com Deficiência ou com Necessidades Especiais

Evitando a violência na escola: cultivando as virtudes

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A lei que combate o bullying e as implicações para a escola

28/jul/2017 às 18:29 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

 

O que é bullying?

Segundo a lei federal n.13.185/2015 considera-se bullying toda intimidação sistemática configurando-se em “ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.”

Esta prática infelizmente é muito comum nas escolas e após a lei federal n.13.185/2015 a escola é responsável por coibi-la:

“Art. 5o  É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).”

Caso a criança ou adolescentes sofram bullying na escola e esta nada fizer para combater a violência sistemática, poderá ser acionada judicialmente.

Entre 2010 e 2013 as ações judiciais contra escolas em função de bullying subiram de 7 (sete) casos para mais de 220 (duzentos e vinte). As ações são de danos morais e financeiros, alcançando aproximadamente R$ 15 mil reais por ação.

A partir da lei que entrou a vigorar em 2016  provavelmente essas ações aumentarão e as escolas precisarão dar uma resposta a esta violência que é cometida debaixo de seus olhos.

Visando contribuir com as escolas, por um lado, e com os pais, por outro, este curso pretende apresentar a lei , a responsabilidade das escolas e apontar ações educativas para prevenir o bullying.

Se você é escola ou pai de aluno, faça o curso online comigo:

A lei que combate o bullying e as implicações para a escola (clique neste título)

Faça o seu cadastro e a sua inscrição no curso, tendo dúvidas entre em contato com centrodestudos@centrodestudos.com.br

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Curso on-line para advogados ou gestores escolares

16/mai/2017 às 23:24 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

Judicialização das Relações Escolares: como evitar, é um curso on-line que publiquei na plataforma de ensino CentrodEstudos cujo objetivo  diz respeito a Justiça interferindo nas relações escolares e o modo de evitar que isso ocorra.

É um curso para gestores escolares, mas bem interessante, a meu ver, para advogados, porque alarga  um nicho de atuação pouco desenvolvido que é o Direito Educacional

Há uma vasta legislação de ensino em forma de leis ou atos normativos, em diferentes Estados e a área é ampla envolvendo desde a responsabilidade civil da escola até a de direito do consumidor, passando pelas questões do ensino propriamente ditas.

É uma área de atuação nova porque somente de uns cinco anos para cá é que os pais de alunos de escolas públicas ou privadas estão acionando a Justiça para fazer valer os seus direitos.

Alguns exemplos de ações judiciais movidas pelos pais de alunos contra as escolas:

- (contra escola particular ) mandado de segurança visando tratamento escolar condizente com as suas necessidades especiais, já que a impetrante é portadora de dislexia, disgrafia e discalculia associada ao Transtorno de Déficit de Atenção e Concentração (TDAH). Decisão do Juiz: No caso em apreço, o comportamento da autoridade coatora de negar a impetrante atendimento especial de acordo com as suas necessidades viola a determinação contida na Carta Magna, pois inviabiliza o acesso da adolescente ao ensino especial, contrariando seu direito fundamental a educação. Enfim, em conclusão, o ato da digna diretora destoa das nobres funções por ela exercida, à consideração de que se deve visar na educação o ponto principal para o desenvolvimento nacional. Diante do exposto, objetivando garantir a impetrante seu direito fundamental a educação especial, concedo a segurança reclamada ( …)

(contra escola pública)  ação cominatória de obrigação de fazer para efetivar a matrícula de aluno adolescente, portador de deficiência na instituição de ensino estadual especializada , com fornecimento de transporte escolar especial. Decisão do Juiz: efetivar a matrícula é providência necessária, a fim de se evitar possível piora em seu desenvolvimento psíquico e o agravamento de sua enfermidade, bem como, e principalmente, de se lhe proporcionar uma vida digna, de bem-estar.

(contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo) ação de obrigação de fazer determinando contratação de professor auxiliar que atenda as necessidades especiais pedagógicas no seu colégio sob pena diária de (R$ 200,00). Processo: julgado procedente. Recurso para Reexame, decisão do juiz do TJ: nega-se provimento aos recursos.

(contra escola particular) aplicação de multa pelo Procon Estadual considerou abusivo várias claúsulas do Contrato de Prestação de Serviços aplicando multa R$ 41.526,72 (quarenta e um mil quinhentos e vinte e seis reais e setenta e dois centavos). Decisão do juiz: provimento parcial ao recurso apenas para reformar a decisão na parte que considerou abusivo o parágrafo 2º da cláusula 4ª do contrato.

(contra escola particular) ação por dano moral visando indenização pois a escola não atendeu  criança regularmente  alfabetizada, apresentando, no primeiro ano do ensino  fundamental, sintomas de baixa autoestima, baixo  rendimento escolar e falta de vontade de ir à escola.  Laudo pericial que atesta ser preservada a inteligência do menor, apesar da dislexia, não havendo, portanto,  necessidade de matriculá-lo em escola destinada ao  atendimento de crianças com necessidades especiais. Decisão do juiz: é dever das instituições de ensino estimular os seus  alunos, de acordo com as necessidades de cada um,  para alcançar o seu objetivo-fim, o ensino/aprendizado.  Dano moral configurado(…)

Inscrições Abertas.

Esta turma de 2017 inicia em 29/05/2017.

Corra para não perder a vaga.

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Presente para os professores

12/out/2016 às 19:42 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD

presente

O CentrodEstudos oferece descontos em todos os cursos neste mês de Outubro para os professores em exercício das escolas públicas ou privadas.

Valor do curso R$ 79,00, desconto de 68%.

Judicialização das Relações Escolares: como evitar

Direito do Aluno com Deficiência ou Necessidades Especiais

Evitando a violência na Escola:cultivando as virtudes

A escrita e a leitura na perspectiva vygotskyana

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Como formar uma pessoa justa, nobre e boa

15/jun/2016 às 0:32 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD, educação

Nesses tempos difíceis que estamos a viver , com todas as instituições da República em xeque-mate a escola tem que se fazer uma pergunta: o que estamos formando está de acordo com os princípios humanos?

A preocupação com o mercado e , consequentemente, com o vestibular, fez com que as escolas esquecessem o que é educar.

O que é educar afinal de contas?

A palavra educar tem origem no latim educere que , por sua vez, remete a palavra eduzir que significa trazer à tona , conduzir para fora.

E conduzir para fora o que exatamente? O que o homem tem de melhor.

Esse é o sentido verdadeiro de educar , da educação, seja ela escolar ou não.

A educação escolarizada não foi feita para que o aluno entre no vestibular. Mas para o aluno se tornar humano.

Um bebê , filho de um homem e de uma mulher, não é humano desde o início de seu nascimento. Ele vai se tornando humano em função do aprendizado que vai adquirindo por intermédio do Outros humanos.

Lembremos da história do Tarzan. Ele era organicamente humano, mas foi aprendendo a ser um gorila . Mesmo tendo cordas vocais não falava porque nunca havia ouvido a voz humana. Mesmo tendo pernas aptas a andar, não andava porque não sabia como fazê-lo sem outro humano para lhe ensinar.

De modo que o homem/mulher precisa de Outro  homem/mulher para extrair dentro de si o potencialmente humano e isso é feito por meio da educação:  é trazer à tona a semente da humanidade que está mergulhada dentro do homem, como nos diz a Profa. Lúcia Helena Galvão em uma de suas palestras sobre filosofia da educação.

A educação deve formar no homem o espírito da generosidade e  do  sacro ofício, ou seja, do trabalho sagrado e, ao mesmo tempo, o ânimo de pedagogos para que cada um de nós possamos formar outros e, assim sucessivamente, por toda a humanidade. Todos nós somos pedagogos.

A paidagogo (grego)  tinha como missão conduzir a alma da criança para uma alma adulta , isto é, formar valores , formar virtudes que só podem ser forjadas na prática. Ninguém nasce virtuoso . É preciso aprender a sê-lo.

De modo que em uma sociedade doente como a nossa , mesquinha, que nutri o ódio pelo Outro em diferentes formas  alimentando a violência que se expressa muitas vezes na escola contra o professor ou contra o aluno vindo do professor ou vindo de um outro aluno, em forma de bullying, só poderá ser contida se os pedagogos entenderem que é preciso cultivar virtudes , entendê-las e praticá-las no cotidiano da escola:

  • Honestidade
  • Coragem
  • Perseverança
  • Compaixão
  • Amizade
  • Gratidão
  • Justiça
  • Tolerância
  • Amor

O curso online Evitando a Violência na escola: cultivando virtudes, pretende discutir e apresentar algumas estratégia pedagógicas para isso usando contos de fadas, por exemplo, para despertar a alma que está adormecida , como é o caso da Bela Adormecida ou o caso da Branca de Neve, ambas dormindo na materialidade da vida.

Venha estudar conosco. O curso é livre e assíncrono você faz no seu ritmo.

Valor promocional para o mês de Junho   R$ 69,00.

Poucas vagas.

 

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