Atenção todas as escolas e pais de alunos somente do Estado de São Paulo!

As  Deliberação CEE nº 120/2013, a Indicação CEE nº 128/2014 e a Deliberação CEE nº 127/2014 e Indicação CEE nº 121/2013   foram revogadas pela DELIBERAÇÃO N.155/2017.

Abaixo na íntegra sobre o Recurso contra Resultado de Avaliação Final:

TÍTULO IV

DA RECONSIDERAÇÃO E DOS RECURSOS CONTRA AS AVALIAÇÕES

Art. 20 No início de cada período letivo, a escola comunicará aos alunos e seus responsáveis legais:

I – o calendário escolar, com informações sobre o direito de pedido de reconsideração ou recurso, nos termos do Regimento, incluindo prazos e procedimentos;

II – o fato de que tais pedidos serão apenas considerados, caso o aluno interessado mantenha-se matriculado na escola em questão.

DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO CONTRA AVALIAÇÃO DURANTE O PERÍODO LETIVO

               PARA CADA AVALIAÇÃO DURANTE O ANO LETIVO

Art. 21 Após cada avaliação, o aluno, ou seu representante legal, que dela discordar, poderá apresentar pedido de reconsideração junto à direção da escola, nos termos desta Deliberação.

§ 1º O pedido deverá ser protocolado na escola em até 05 dias da divulgação dos resultados.

§ 2º A direção da escola, para decidir, deverá ouvir o Conselho de Classe/Ano/Série ou órgão colegiado que tenha regimentalmente essa atribuição, atendidas as seguintes condições:

I – o Conselho de Classe ou o órgão colegiado será constituído por professores do aluno e integrantes da equipe pedagógica;

II – a decisão do Conselho deverá ser registrada em Ata.

§ 3º A decisão da direção será comunicada ao interessado no prazo de 10 dias.

§ 4º A não manifestação da direção no prazo previsto no parágrafo anterior, implicará o deferimento do pedido.

§ 5º O prazo a que se refere o § 3º ficará suspenso no período de férias.

§ 6º Da decisão da direção da escola não caberá recurso

CAPÍTULO II

DA RECONSIDERAÇÃO E DOS RECURSOS CONTRA O RESULTADO FINAL DA AVALIAÇÃO

                       PARA RESULTADO DE  AVALIAÇÃO  FINAL

Art. 22 O aluno, ou seu representante legal, que discordar do resultado final das avaliações, poderá apresentar pedido de reconsideração junto à direção da escola, nos termos desta Deliberação.

§ 1º O pedido deverá ser protocolado na escola em até 10 dias da divulgação dos resultados.

§ 2º A direção da escola, para decidir, deverá ouvir o Conselho de Classe/Ano/Série ou o órgão colegiado que tenha regimentalmente essa atribuição, atendidas as seguintes condições:

I – o Conselho de classe ou o órgão colegiado será constituído por professores do aluno e integrantes da equipe pedagógica;

II – a decisão do Conselho deverá ser registrada em Ata.

§ 3º A decisão da direção será comunicada ao interessado no prazo de 10 dias.

§ 4º A não manifestação da direção no prazo estabelecido facultará ao interessado impetrar recurso diretamente à respectiva Diretoria de Ensino.

§ 5º O prazo a que se refere o § 3º ficará suspenso nos períodos de férias escolares.

Art. 23 Da decisão da escola, caberá recurso à Diretoria de Ensino à qual a escola está vinculada, ou quando for o caso, ao órgão equivalente de supervisão delegada, adotando os mesmos procedimentos, com as devidas fundamentações.

§ 1º O recurso
de que trata o caput deverá ser protocolado na escola em até 10 dias, contados da ciência da decisão, e a escola o encaminhará à Diretoria de Ensino ou ao órgão de supervisão delegada em até 05 dias, contados a partir de seu recebimento.

§ 2º O expediente deverá ser instruído com cópia do processo de que trata o pedido de reconsideração, contendo os fundamentos da decisão adotada pela escola e os seguintes documentos:

I – regimento escolar;

II – planos de ensino do componente curricular objeto da retenção;

III – instrumentos utilizados no processo de avaliação ao longo do ano letivo, com indicação dos critérios utilizados na correção;

IV – atividades de recuperação realizadas pelo aluno, com a explicitação das
estratégias adotadas e dos resultados alcançados;

V – proposta de adaptação e de seu processo de realização (quando for o caso);

VI – avaliações neuropsicológicas ou psicopedagógicas, quando for o caso;

VII – histórico escolar do aluno;

VIII – diários de classe do componente curricular objeto da retenção;

IX – atas do Conselho de Classe ou Série em que se analisou o desempenho do aluno, ao longo e ao final do período letivo;

X – análise de cada um dos pontos argumentados no pedido de reconsideração ou recurso especial feito pelo aluno ou responsável para a reversão da decisão da escola;

XI – declaração da situação de matrícula do aluno;

XII – relatório informando sobre os pedidos de reconsideração apresentados pelo aluno, ou seu representante legal, durante o período letivo.

§ 3º A Diretoria de Ensino, ou órgão equivalente de supervisão delegada, emitirá sua decisão sobre o recurso interposto, no prazo máximo de 15 dias, contados a partir de seu recebimento.

§ 4º O Dirigente de Ensino deverá designar uma Comissão de, no mínimo, 02 (dois) Supervisores de Ensino, um dos quais o supervisor da respectiva Escola.

A Comissão fará a análise do expediente que trata do pedido de reconsideração, a partir da presente Deliberação,do Regimento Escolar e da legislação vigente, especialmente a Lei nº 9.394/96 e a Resolução CNE/CEB Nº 7/2010; bem como da existência de atitudes discriminatórias contra o estudante.

§ 5º Na análise do recurso deverá ser considerado:

I – o cumprimento dos fundamentos e pressupostos da presente Deliberação, do Regimento Escolar da escola, da legislação vigente, especialmente a Lei nº 9.394/96 e a Resolução CNE/CEB Nº 7/2010;

II – a existência de atitudes discriminatórias contra o estudante;

III – apresentação de fato novo.

§ 6º O relatório da análise da Comissão de supervisores deve ter uma conclusão detalhada a respeito da solicitação do aluno e ou de seu responsável, bem como apontar eventuais recomendações à escola, sempre que o Regimento não atenda as determinações legais ou quais as providências pedagógicas e administrativas que eventualmente não tenham sido observadas.

§ 7º O Dirigente de Ensino emitirá sua decisão sobre o recurso interposto, no prazo máximo de 15 dias, a partir de seu recebimento.

§ 8º A decisão do Dirigente de Ensino, ou responsável pelo órgão de supervisão delegada, será comunicada à escola dentro do prazo previsto no § 3º, e dela a escola dará ciência ao interessado, no prazo de 5 dias.

Art. 24 Da decisão do Dirigente de Ensino, ou do órgão equivalente de supervisão delegada, no prazo de 5 dias, caberá recurso especial ao Conselho Estadual de Educação por parte do estudante, seu representante legal ou da escola, mediante expediente protocolado na Diretoria de Ensino.

§ 1º A Diretoria de Ensino e o órgão de supervisão delegada terão o prazo de 5 dias , a contar de seu recebimento, para encaminhar o recurso ao Conselho Estadual de Educação,informando, no expediente, se o aluno continua na mesma unidade escolar.

§ 2º Em caso de divergência entre a decisão da escola e da Diretoria de Ensino, com relação à retenção do estudante, protocolado o recurso no Conselho Estadual de Educação, a decisão da DER prevalecerá até o parecer final do Conselho.

§ 3º O Recurso Especial será apreciado em regime de urgência no Conselho Estadual de Educação.

§ 4º O recurso especial será apreciado no CEE mediante a análise dos seguintes aspectos:

I – o cumprimento dos fundamentos e pressupostos da presente Deliberação, do Regimento Escolar da escola, da legislação vigente, especialmente a Lei nº 9.394/96 e a Resolução CNE/CEB Nº 7/2010;

II – a existência de atitudes discriminatórias contra o estudante;

III – a apresentação de fato novo.

Art. 25 A documentação do pedido de reconsideração ficará arquivada na Escola e a do recurso na Diretoria de Ensino, devendo constar do prontuário do aluno cópias de todas as decisões exaradas.

———————————————————————————–

Presto serviço de elaboração de documento de defesa do aluno em recurso contra a reprovação e o acompanho todo o processo, mas cobro honorários,ok? Caso precise,entre em contato: saranha@mpcnet.com.br

Tags: , ,

Veja Também: Sem assuntos relacionados.

21 Comentários »

  1. Recurso contra Reprovação comenta,

    outubro 15, 2017 @ 4:53

    [...] O Estado de São Paulo e Santa Catarina são os únicos Estados que possuem ato normativo que disciplina o recurso contra a reprovação: Deliberações CEE 120/2013,alterada pelas n.127/2014 e 128/2014 e a Resolução n.183/2013 respectivamente. (FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃO CEE-SP N.155/2017 – LEIA AQUI ) [...]

  2. Reprovação de aluno, recurso e Justiça comenta,

    outubro 15, 2017 @ 4:56

    [...] A mãe com as informações obtidas no blog a respeito do direito que possui de recorrer contra o resultado de avaliação final , dado pelas Deliberações CEE-SP n.127/2014 e n.128/2014 faz o Pedido de Reconsideração.(FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃO CEE-SP N.155/2017. Leia aqui) [...]

  3. A quem serve o Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo ? comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:01

    [...] CEE-SP n.120/2013 e este alterado pelas Deliberações CEE-SP n.127/2014 e n.128/2014 – Foram revogadas pela Deliberação CEE-SP n.155/2017. Leia aqui como é atualmente -2017-2018), deliberou procedimento para recurso contra o resultado de avaliação final de ano letivo do [...]

  4. Recurso contra avaliação final e as escolas comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:03

    [...] Deliberação CEE-SP n.155/2017 (aqui) [...]

  5. O descaso da escola na entrega da devolutiva da D.E. para os pais comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:05

    [...] Deliberação CEE-SP n.120/2014, alterada pela Deliberação CEE-SP n.127/2014 e CEE-SP n.128/2014 (FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃO CEE-SP N.155/2017. Leia aqui) , os alunos representados pelos seus pais quando menores, tem direito de recorrer contra o [...]

  6. O recurso contra reprovação, os pais e a Deliberação CEE-SP n.155/2017 comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:27

    [...] possível, então, concluir que vale a pena , diante de uma reprovação, fazer uso da Deliberação CEE-SP n.155/2017 que revogou todas as [...]

  7. O que posso fazer: meu filho repetiu? comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:43

    [...] você não concorda com a decisão da escola e mora no Estado de São Paulo você deverá seguir a Deliberação CEE-SP n.155/2017 que revoga todas as Deliberações anteriores (Deliberação CEE-SP n.120/2013,127/2014,128/2014). [...]

  8. Perda de Prazo da Escola: Deliberação CEE n.120/2013 comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:52

    [...] ATUALIZAÇÃO DESTE POST: A DELIBERAÇÃO CEE-SP N.11/96 E A DELIBERAÇÃO CEE-SP N.120/2013  e sua… [...]

  9. Reprovação e a Deliberação CEE n.120/2013 do Est.de São Paulo comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:55

    [...] ATENÇÃO, A  DELIBERAÇÃO CEE-SP N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃ… [...]

  10. Recursos de Reprovação Escolar no Estado de São Paulo comenta,

    outubro 15, 2017 @ 5:58

    [...] ATENÇÃO: AS DELIBERAÇÕES CEE-SP 11/96 , N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES FORAM REVOGADAS PELA DELI… [...]

  11. Nova Deliberação N.120/2013 -Reconsideração e Recurso de Avaliação Final comenta,

    outubro 15, 2017 @ 6:00

    [...] ATENÇÃO: AS DELIBERAÇÕES CEE-SP 11/96 , N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES FORAM REVOGADAS PELA DELI… ————————————————————— [...]

  12. Revogadas as Deliberações CEE-SP n.127/2014 e a 120 comenta,

    outubro 15, 2017 @ 6:06

    [...] FORAM REVOGADAS AS DELIBERAÇÕES CEE-SP N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES PELA DELIBERAÇÃO CEE-SP N…. [...]

  13. DELIBERAÇÃO CEE N° 120/2013 – Reconsideração e Recurso comenta,

    outubro 15, 2017 @ 6:08

    [...] ATENÇÃO, A DELIBERAÇÃO CEE-SP N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃO … [...]

  14. Deliberação CEE-SP n.120/2013 e a reprovação escolar comenta,

    outubro 15, 2017 @ 6:21

    [...] ATENÇÃO, A DELIBERAÇÃO CEE-SP N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃO … Estamos finalizando o ano de 2013. Nestas últimas semanas de dezembro eu ajudei muitos pais a usarem a Deliberação CEE n.120/2013, ato normativo do Conselho de Educação do Estado de São Paulo: [...]

  15. Nova Deliberação N.120/2013 -Reconsideração e Recurso de Avaliação Final comenta,

    outubro 15, 2017 @ 6:33

    [...] ATENÇÃO, A DELIBERAÇÃO CEE-SP N.120/2013 E SUAS ALTERAÇÕES FORAM REVOGADAS PELA DELIBERAÇÃO … [...]

  16. lilian comenta,

    outubro 22, 2017 @ 9:38

    E no caso da Ed. infantil 5/6 anos?( aqui onde moro é chamado de 2° estágio. MG) é uma série antes do 1° ano do Ens. Fundamental. Há reprovação por falta?? tem amparo legal??

  17. lilian comenta,

    outubro 22, 2017 @ 9:40

    Olá bom dia!! Gostaria de saber se há reprovação na ed. infantil por falta?? série que antecede ao 1° ano do ens. fundamental. Tem amparo legal?

  18. Profa. Sônia R.Aranha comenta,

    outubro 23, 2017 @ 2:40

    Lilian, há um controle de frequência determinado pela lei federal n. 12796/2014, mas não soube de nenhuma Secretaria de Educação que tenha disciplinado que não atingir a frequência de 60% de frequência implicaria na retenção da Ed.Infantil.

    Até então não havia reprovação na Ed.Infantil.

    Se você é escola ou mãe, recomendo que peça informação para junto a Secretaria que supervisiona a sua escola.

    ok?

    abraços

    http://www.soniaranha.com.br/lei-n-12-7962013-o-que-muda-na-ed-infantil-para-2014/

  19. Profa. Sônia R.Aranha comenta,

    outubro 25, 2017 @ 17:04

    Lilian, a lei federal n.12.796/2013 prevê o controle de frequência mas não diz em retenção. Este controle tem a ver com a ideia de conversar com os pais para levarem a criança na escola e em caso de estar próximo de passar o limite dos 60% de frequência comunicar o Conselho Tutelar, mas não ter caráter de reter o aluno.

    No entanto, recomendo que peça informação junto a Secretaria de Educação que supervisiona a escola.

    att

  20. Evelyn Mariano Dias comenta,

    outubro 31, 2017 @ 16:39

    Boa tarde Sonia

    minha filha esta no 2° ano do Ensino Médio, e fazem 1 ano e 3 meses que vem apresentando convulsões frequentes, faz uso de medicação controlada que esta afetando seu rendimento escolar, a maior parte do tempo dorme na sala, não entende as liçoes, não memoriza nada, suas notas estão todas vermelhas. Desde o inicio do ano letivo, vou a escola converso, exponho a situação, mas sem sucesso eles falaram que iriam passar trabalhos pra nota e pras faltas, mas não fizeram, agora falaram que ela vai repetir o ano. que eu tinha que ter pedido um laudo pro medico, pra que ela não frequentasse as aulas e só entregasse trabalhos, não acho isso correto cade a inclusão.
    o que posso fazer pra ela não repetir o ano, eles querem um laudo que informe a donça da minha filha, mas ate agora os medicos não descobriram, já levei a escola um papel da neuro informando os problemas e que o caso dela esta em processo de investigação pela neuro.

  21. Profa. Sônia R.Aranha comenta,

    novembro 2, 2017 @ 21:02

    Evelyn, difícil, mas ela tem direito de recorrer.

    Se você mora no Estado de São Paulo fica um pouco mais fácil, mas de fato o laudo médico seria essencial
    para que ela fosse colocada em um programa de inclusão que tem vários procedimentos dentro da própria escola

    Mas daí você terá que provar que esteve na escola e explanou a situação e que a escola não agiu em defesa
    da aluna.

    Esse documento da neuro está a valer.

    Pode levar na escola , em documento formal , solicitando a não reprovação. Acho melhor levar agora antes de fecharem o ano letivo.

    Bem, eu presto serviço de elaborar a defesa da aluna, mas cobro honorários. Caso precise entre em contato: saranha@mpcnet.com.br

    abraços

Por favor, Deixe um comentário aqui !