Fonte:  Manual de Acessibilidade Espacial para as Escolas (pg 21) – Secretaria de Educação Especial (Seesp)/2009  (extinta pelo Governo Temer)

Possíveis soluções na entrada:

1 -A entrada de pedestres é separada da entrada de carros.

2 -O caminho de pedestres é bem pavimentado, com piso regular, antiderrapante e não-ofuscante.

3- Não há obstáculos ao longo da circulação.

4- Existe piso tátil direcional, para guiar as pessoas com deficiência visual até a porta da escola, quando o caminho for muito amplo.

Direitos do Aluno com Deficiência ou com Necessidades Especiais curso on-line

5 -A porta de entrada é visível desde o portão, sendo facilmente identificada pela marquise em cor forte.

6 -Há rampa, para vencer desníveis, ao longo docaminho ou na porta de entrada.

7- O estacionamento é separado do local onde as crianças brincam.

8 -As vagas possuem pavimentação regular e estão sinalizadas com pintura no piso e placa de identificação.

9- As vagas para pessoas com deficiência possuem pavimentação regular e estão sinalizadas com pintura no piso e placa de identificação.

Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais  curso on-line

 

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Por : Blog Desenvolver

Você sabia que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é obrigado a fornecer perna mecânica, braço mecânico, cadeiras de rodas, muletas e outros tipos de próteses, órteses e demais aparelhos ortopédicos para os segurados e dependentes? A maioria desconhece o próprio direito. E o que é pior: a própria cúpula do INSS também. Isso não é novo e está na Lei nº 8.213/91, nos artigos 89 e 90, bem como no Decreto nº 3048/99. A Lei de Benefícios da Previdência Social e o Regulamento da Previdência Social preveem que o benefício é devido em caráter obrigatório, inclusive aos aposentados e para habilitá-los ou reabilitá-los não apenas profissionalmente, mas também socialmente.

Recentemente, a Justiça de Franca, no interior paulista, condenou o INSS a fornecer uma perna mecânica para um segurado do INSS, que sofreu um acidente de trabalho (veja a notícia). Muitos que ingressam na Justiça para obtenção de próteses ou órteses, ao invés de solicitarem ao INSS, pedem para o Sistema Único de Saúde (SUS), cuja rede rede pública é gerida pelo Município, Estado e/ou União.

Representante no INSS explica como adquirir próteses de graça

Ressalta-se que além dos benefícios pagos em dinheiro, o INSS também é obrigado a prestar alguns tipos de serviços para os segurados e seus dependentes. Um desses serviços é a habilitação e a reabilitação profissional, que consiste numa espécie de (re) inserção profissional e social dos segurados e seus dependentes, vitimados por alguma lesão ou sequela. E dentro dessa linha de serviços está o fornecimento de próteses e órteses.
Abre-se um parêntese para diferenciar a prótese da órtese. A prótese substitui uma parte do corpo por uma peça artificial. Ex.: perna mecânica, braço mecânico etc. Segundo os dicionários, órtese é um apoio ou dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuromusculoesquelético para obtenção de alguma vantagem mecânica ou ortopédica. São aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso provisório ou não, destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo. São exemplos de órteses: muletas, andadores, cadeiras de rodas, palmilha ortopédica, tutores, joelheiras, coletes, munhequeiras etc. Observa-se, portanto, que a principal diferença entre uma órtese e uma prótese reside no fato da órtese não substituir o orgão ou membro incapacitado.

QUEM PODE REQUERER: Para pedir a prótese ou órtese ao INSS é necessário que a pessoa seja segurado, isto é, contribuinte da Previdência Social através do chamado “Regime Geral da Previdência Social” (RGPS) ou estar acobertado por ela, o que exclui os servidores públicos estatutários de qualquer esfera (municipal, estadual ou federal), tendo me vista que estes contribuem para os chamados “Regimes Próprios” da Previdência Social (RPPS), geridos em geral pelos respectivos órgãos. Os dependente de segurados do RGPS, bem como os aposentados e pensionistas também têm direito. Além disso, precisa comprovar mediante laudos e/ou relatórios médicos em perícia a necessidade da prótese/órtese.

Infelizmente, a solicitação não pode ser feita por agendamento eletrônico pelo PREVFone (discando 135) ou pelo site da Previdência Social, já que o sistema informatizado do INSS não dispõe dessa opção. Terá que ser feito pessoalmente nas agências. Todavia, embora o pedido possa ser realizado diretamente em qualquer agência do INSS, o cidadão vai se assustar, pois os órgãos diretores da Previdência desconhecem essa possibilidade. Certamente, isso só será possível através de uma ação na Justiça. Em caso de dúvidas, deve-se procurar a ajuda de um especialista.
Fonte: Portal GCN.Net | Via Tiago Faggioni Bachur (Colaboração de Fabrício Barcelos Vieira, advogados e professores de Direito Previdenciário).


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Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que atua na pesquisa e no desenvolvimento em tecnologia da informação. A intensa interação com os setores acadêmico, através de diversas parcerias em pesquisa, e industrial, em vários projetos de cooperação com empresas, mantém o CTI  no estado da arte em seus principais focos de atuação, como a área de componentes eletrônicos, microeletrônica, sistemas, displays, software e aplicações de TI, como robótica, softwares de suporte à decisão e tecnologias 3D para indústria e medicina.

De modo que realizam também pesquisas que desenvolvem dispositivos que possibilitam acessibilidade de pessoas com deficiência, reunidas no Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva .

O Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA) é uma ação da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (SECIS). O ponto central da ação é colocar na missão do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer a tarefa de articular nacionalmente uma rede cooperativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de Tecnologia Assistiva.

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Curso livre e a distância: construções sustentáveis

05/jan/2014 às 18:52 por Profa. Sônia R.Aranha em: EAD, educação

Para quem não sabe, suponho que seja a maioria dos meus leitores, antes de construir minha carreira na área de educação  eu atuava na área da construção civil.

Me formei em Tecnologia em Edificações, na modalidade Obras de Solos, na Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp em 1984. Neste ano de 2014 faz exatos 30 anos!

De modo que estudei: fundação profunda para construção de edifícios, construção de estradas e barragens, mecânicas de solos, análise de solos enfim… área específica da construção civil que envolve solos e movimento de terra.

E logo após minha formatura , acabei deixando de lado esta profissão por vários motivos:na época que me formei o engenheiro virava suco, imagina um tecnólogo que sim , apesar de constar como  ensino superior, tinha um prestígio  próximo a zero naquele momento da vida nacional, pois o Brasil ia de mal a pior; eu era mulher e naquela época isso fazia muita diferença, tendo em vista que os homens dominavam esta área de trabalho e as mulheres eram a minoria ; eu não era tão boa assim em cálculos para competir em um mercado masculino e , por último e mais importante, eu adorava mesmo as humanas e daí ingressei na educação.

De modo que  explica-se o meu gosto também pela área das exatas, em especial aquela voltada para a construção de edificações, razão pela qual o CentrodEstudos, organização que dirijo, fez uma parceria com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura -IBDA para lançar cursos livres e a distância para estudantes e profissionais da área da construção civil.

O gosto pela construção civil e pela educação acabou resultando em uma plataforma de ensino a distância que oferece cursos livres para profissionais e estudantes de graduação e técnico.

Se você ainda não conhece a plataforma de ensino a distância que criei entre no http://www.centrodestudos.com.br

Dentre os cursos que oferecemos temos alguns que são muito importantes, a meu ver,pois dizem respeito a construção sustentável. São eles:

Redução do Consumo de Água em Edificações

Eficiência Energética em Edificações

Terra Crua : especificações para projetar em blocos e painéis monolíticos

Arquitetura Acessível: barreiras arquitetônicas x culturais

São temáticas atuais que todos nós deveríamos saber, mesmo os que não são engenheiros e arquitetos, porque de algum modo, em algum momento de nossas vidas, estaremos envolvidos com a construção de alguma obra.

Os  gestores escolares, então, deveriam ficar muito atentos, porque economizariam muito se reduzissem o consumo de água e de eletricidade das escolas , sem falar na obrigatoriedade da acessibilidade em edifícios escolares.

É isso!

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Segundo o IBGE, o Censo 2010 apurou que quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou possuir pelo menos uma das deficiências investigadas (mental, motora, visual e auditiva), a maioria, mulheres. Entre os idosos, aproximadamente 68% declararam possuir alguma das deficiências. Pretos e amarelos foram os grupos em que se verificaram maiores proporções de deficientes (27,1% para ambos). Em todos os grupos de cor ou raça, havia mais mulheres com deficiência, especialmente entre os pretos (23,5% dos homens e 30,9% das mulheres, uma diferença de 7,4 pontos percentuais).

Em 2010, o Censo registrou, ainda, que as desigualdades permanecem em relação aos deficientes, que têm taxas de escolarização menores que a população sem nenhuma das deficiências investigadas. O mesmo ocorreu em relação à ocupação e ao rendimento. Todos esses números referem-se à soma dos três graus de severidade das deficiências investigados (alguma dificuldade, grande dificuldade, não consegue de modo algum)                                                   .

Dos 46 milhões de brasileiros que declararam algum tipo de deficiência, 38,5 milhões viviam em áreas urbanas e 7,1 milhões em áreas rurais. Na análise por sexo, observou-se que 26,5% da população feminina (25,8 milhões) possuía pelo menos uma deficiência, contra 21,2% da população masculina (19,8 milhões).

O Censo 2010 também investigou a prevalência de pelo uma das deficiências por faixa de idade, e constatou que era de 7,5% nas crianças de 0 a 14 anos; 24,9% na população de 15 a 64 anos e 67,7% na população com 65 anos ou mais de idade. O maior contingente com pelo menos uma deficiência ocorreu na população de 40 a 59 anos, correspondendo a aproximadamente 17,4 milhões de pessoas, sendo 7,5 milhões de homens e 9,9 milhões de mulheres.

Alfabetização

Para a população de 15 anos ou mais de idade com pelo menos uma das deficiências investigadas, a taxa de alfabetização foi de 81,7%, uma diferença de 8,9 pontos percentuais em relação ao total da população na mesma faixa etária (90,6%). A região Sudeste apresentou a maior taxa de alfabetização dessa população (88,2%) e a região Nordeste, a menor (69,7%).

Escolarização

Já em relação à taxa de escolarização, 95,2% das crianças de 6 a 14 anos com deficiência frequentavam escola, 1,9 pontos percentuais abaixo do total da população nessa faixa etária (97,1%). Para a mesma população, em nível regional, destacou-se a região Norte com a menor taxa de escolarização (93,3%), porém com a menor diferença entre crianças com (94,0%) e sem deficiência (93,3%.), indicando que a inclusão escolar na região Norte sofre influência de outros fatores, como a infraestrutura de transporte. A maior diferença foi observada na região Sul, 97,7% e 95,3%, respectivamente.

 

Nível de Instrução

Quando se observa o nível de instrução, a diferença é mais acentuada. Enquanto 61,1% da população de 15 anos ou mais com deficiência não tinha instrução ou possuía apenas o fundamental incompleto, esse percentual era de 38,2% para as pessoas dessa faixa etária que declararam não ter nenhuma das deficiências investigadas, representando uma diferença de 22,9 pontos percentuais. A menor diferença estava no ensino superior completo: 6,7% para a população de 15 anos ou mais com deficiência e 10,4% para a população sem deficiência. Destaca-se que na região Sudeste 8,5% da população de 15 anos ou mais com deficiência possuíam ensino superior completo.

Trabalhadores com deficiência representam 23,6% do total de pessoas ocupadas

Em 2010, a população ocupada com pelo uma das deficiências investigadas representava 23,6% (20,4 milhões) do total de ocupados (86,4 milhões). Das 44,0 milhões de pessoas com deficiência em idade ativa (10 anos ou mais), 53,8% (23,7 milhões) não estava ocupada. Em relação ao total da população que não estava ocupada (75,6 milhões), a população com deficiência representava 31,3%.

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho é reproduzida entre deficientes

Para analisar a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, utilizou-se como indicadores a taxa de atividade, que é o percentual de pessoas economicamente ativas na população de 10 ou mais anos de idade; e o nível de ocupação, que é o percentual de pessoas de 10 anos ou mais ocupadas na semana de referência.

Para a população com pelo menos uma das deficiências, a taxa de atividade foi de 60,3% para os homens contra 41,7% para as mulheres, uma diferença de 18,6 pontos percentuais. Já em relação ao nível de ocupação, a diferença foi de 19,5 p.p: 57,3% para os homens contra 37,8% para as mulheres.

Em relação à taxa de atividade por tipo de deficiência, a deficiência mental foi a que mais limitou a inserção no mercado de trabalho, tanto para homens como para mulheres (cujas taxas de atividade foram de 22,2% e 16,1%, respectivamente). A deficiência visual foi a que menos influenciou na taxa de atividade, que ficou em 63,7% para os homens e 43,9% para as mulheres. O mesmo foi observado para o nível de ocupação, que, no geral, ficou em 17,4% para pessoas com deficiência mental e 48,4% para pessoas com deficiência visual.

40,2% das pessoas com deficiência e ocupadas possuem carteira assinada

Considerando a posição na ocupação e categoria de emprego, constatou-se que a maioria das pessoas de 10 anos ou mais com deficiência, ocupadas na semana de referência, era empregada com carteira assinada (40,2%), uma diferença de 9 pontos percentuais em relação à população sem qualquer dessas deficiências (49,2%). Os percentuais de trabalhadores com deficiência por conta própria (27,4%), sem carteira (22,5%), militares e funcionários públicos estatutários (5,9%) e não remunerados (2,2%) são maiores do que na população sem deficiência (20,8%, 20,6% e 5,5%; 1,7%, respectivamente) e na categoria empregador, a diferença foi de 0,3 p.p entre a população sem (2,1%) e com (1,8%) deficiência.

Rendimento: 46,4% das pessoas de 10 anos ou mais com deficiência recebem até 1 salário mínimo ou não recebem rendimento

Em relação ao rendimento nominal mensal de trabalho recebido pelas pessoas de 10 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência, com pelo menos uma das deficiências investigadas, observou-se que 46,4% dessa população ganhava até um salário mínimo ou não tinham rendimento, uma diferença de mais de nove pontos percentuais para população sem qualquer dessas deficiências (37,1%). As diferenças por existência de deficiência diminuem nas classes mais altas de rendimento.

Ao adicionar a essa análise o tipo de deficiência, constatou-se que, para as pessoas de 10 anos ou mais com deficiência mental ou motora, ocupadas na semana de referência, o maior percentual se encontrava nas classes de mais de meio a um salário mínimo de rendimento de trabalho (27,6% e 28,7%, respectivamente). Já a maior parte das pessoas de 10 anos ou mais com deficiência visual ou auditiva, ocupadas na semana de referência, concentrava-se na classe de 1 a 2 salários mínimos: 29,0% e 28,4%, respectivamente.

Todos esses dados são muito imprtantes para pensarmos e repensarmos políticas públicas para a inclusão e acessibilidade ao ensino e as escolas de nosso país.

Fonte:IBGE/2012

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Em 2001 eu era diretora de uma escola privada e recebi uma mãe para efetuar uma matrícula no 1º ano/1ª série do Ensino Fundamental. A mãe me disse que seu filho tinha 11 anos e  ao  nascer  teve  uma lesão cerebral cuja sequela era a de limitaçãode dos  movimentos motores de membros inferiores e superiores e também a fala, porém o cognitivo não apresentada nenhum tipo de problema, mas  que até aquele momento ele havia   frequentado apenas uma instituição para crianças com deficiência e nunca havia estudado em uma escola regular.

Fizemos a matrícula no 1ºano/1ª série porque a legislação da inclusão está aí para ser cumprida e iniciei uma adaptação na escola para atendê-lo. Hoje, toda e qualquer escola, tem, necessariamente, que ser acessível, mas naquela época , 12 anos atrás, ainda engatinhávamos em relação a acessibilidade. Fizemos: rampa de acesso a quadra de esportes, rampa de acesso a sala de aula , barras nas laterais do vaso sanitário , enfim. Algumas reformas necessárias para atender esse aluno que se locomovia de andador, sem, no entanto, conseguir movimentar as articulações, tais como joelhos.

Com o passar do tempo a professora percebeu que haviam limitações também de ordem cognitiva. O aluno não conseguia fixar os conceitos de letra, sílaba e palavra. Foi submetido a avaliação psicológica por intermédio de provas piagetianas que indicavam  idade mental aproximada de 4 a 5 anos,  estágio pré-operatório. Fazia garatujas e também com muita dificuldade, porque havia o problema do movimento das mãos e dos dedos, o que limitava o uso do lápis para traçar as letras.

Nesse ano letivo retivemos esse aluno e conversamos com a mãe informando-a que iríamos estabelecer um novo direcionamento para o trabalho pedagógico  no  ano seguinte. Na verdade eu não tinha a menor ideia do que fazer, mas o segundo ano dele na escola iniciou e para poder saber como intervir positivamente em seu aprendizado começamos a analisar as observações feitas sobre o aluno e descobrimos que ele gostava muito de computador.

Então, veio-me um estalo: alfabetizá-lo por intermédio do computador, porque a limitação motora dificultava muito o traçar letras e o uso do lápis ao passo que o teclado facilitava o aprendizado da escrita.

Isso significava que a ferramenta da escrita lápis não era apropriada para uma pessoa com limitação motora fina e grossa, mas a ferramenta da escrita teclado era um facilitador.

Colocamos um computador na sala de aula e dissemos a ele que seu caderno escolar a partir daquela data seria o computador. Ele ficou feliz e a mãe satisfeita de perceber que a escola estava tentando adaptar seu modo de ensinar com as necessidades de seu filho.

O avanço foi fenomenal em todos os sentidos. Claro que a dificuldade existia e que o aluno não atingiu os objetivos daquele ano, mas houve um saldo extraordinariamente positivo que o estimulou a enfrentar os obstáculos. Mas em função da relação idade x série , como também turma de alunos/amigos estabelecido neste segundo ano em nossa escola  determinei, baseando-me na legislação da educação com necessidades especiais, que não mais haveria retenção deste aluno. Disse para a professora que a partir de um diagnóstico  um plano de trabalho especial seria traçado para ele e a avaliação seria realizada a partir deste plano.

De modo que este aluno seguiu seus estudos sempre com a mesma turma e sempre com o seu computador e os avanços foram enormes, porém o conteúdo ministrado para ele era diferenciado do restante da classe , isto é, havia um projeto específico para ele.

Quando ele chegou na 6ª série/7º ano ele já acompanhava igualmente os conteúdos de história, ciências e geografia. A dificuldade permanecia em matemática, português e inglês. Esses componentes curriculares eram de acordo com as suas necessidades. Ele contava com aulas de reforço no período inverso aquele de suas aulas, avaliações distintas àquelas oferecidas para a sua turma.. enfim… todo um conjunto de ações diferenciadas para atendê-lo.

Era especialmente difícil fazer com que os professores dos anos finais do Ensino Fundamental compreendessem que ele era portador de uma deficiência e que, portanto, precisava de um atendimento diferenciado. A maioria do professorado não sabe lidar com diferenças porque lecionam de forma padronizada , sair deste padrão dá trabalho e requer estudo e muitos deles não possuem esta disponibilidade. Havia também o lado do aluno que, em muitas ocasiões, utilizava a sua deficiência para fazer corpo mole e desistir de alguns desafios.

Quando eu deixei a escola, este aluno estava terminando o Ensino Fundamental e no ano seguinte ingressaria no Ensino Médio. As minhas recomendações eram de que a escola continuasse os mesmos procedimentos até o final desta nova etapa de ensino.

Certamente ele já terminou o 3º ano do Ensino Médio e com exceção do 1º ano/1ª série nunca mais ficou retido em nenhum ano. Penso que já completou os vinte e três anos de vida e com desenvoltura no manuseio de computadores, calculadoras e com movimentos motores bem mais flexíveis. Seu cognitivo expandiu e poderá certamente encarar o mercado de trabalho e a continuidade de seus estudos.

Todo este processo foi regado a muita luta , mas coube à Escola  cumprir com sua obrigação de organizar um plano individualizado de ensino, atendendo a todas as características e peculiaridades de condição de aprendizado deste seu aluno.

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Escola 2020

07/jan/2012 às 18:04 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação, escola particular, escola pública

Reservei este post para falar das tendências da escola do período entre 2010 e 2020 de tal forma que vocês pais de alunos poderão avaliar se a escola de seu filhos está longe ou perto de atingir os objetivos deste século XXI.

10 coisas que não poderão faltar na escola de seu filho em 2010 a 2020:

1) Acessibilidade: a escola tem que ser acessível.  Adeus degraus e seja bem-vindas as rampas de acesso a todas as salas de aula. Banheiros adaptados para cadeirantes e piso tátil por todo o percurso para os deficientes visuais. Leia tudo a respeito no Manual Desenho Universal: habitação de interesse social; mobiliário acessível para cadeirante, para destro, canhoto, altos e gordos, dentre outros.

2) Sustentabilidade: o prédio escolar deve contar com lixo reciclável; sistema de captação de água da chuva para uso como descarga de vasos sanitários, lavagem das calçadas e pátio ou irrigação dos jardins; eficiência energética, minimizando o uso da luz artificial e ar condicionados, com sensores de presença para acionar luzes das áreas comuns; muito verde incluindo jardins verticais, jardins comestíveis e principalmente árvores.

3) Inclusão: alunos de todas as raças, credos e visões de mundo e com diferentes deficiências: síndrome de down, deficiência visual, auditiva, cadeirantes, lesão cerebral, hiperatividade, bipolar, dentre outros.

4) Flexibilidade do tempo/espaço: aulas presenciais, semipresenciais e a distância farão parte do dia a dia da escola, isso implica diferentes tempos escolares e diferentes espaços. Ambiente de Aprendizagem (antiga sala de aula) que se transforma em auditório, sala de estudo individual e em sala de estudo coletivo. O período integral também fará parte da rotina da escola.

5) Lousa digital:  o velho quadro negro faz parte da história ,  toda e qualquer escola hoje deve contar  com  lousas digitais mais interativas e atrativas para os alunos com inúmeros recursos para o professor.

6) Tablet: material de estudo para alunos e professores. Aposentar os cadernos e livros didáticos , sobretudo, para os alunos do Ensino Médio.

7) Eco-comportamento e/ou comportamento socialmente responsável: a escola terá que dar o exemplo e ensinar a consumir menos em todos os sentidos, a ser voluntário em causas sociais, a saber reciclar, minimizar a pegada de carbono, minimizar os resíduos.

8) Legislação: além de saber tudo e mais um pouco sobre a legislação escolar deve contar com um bom entendimento do Código de Defesa do Consumidor, do Estatuto da Criança e do Adolescente, da responsabilidade civil da escola; dos direitos autorias; lei que dispõe sobre a universalização das bibliotecas; etc.

9) Pedagogias Inovadoras: pedagogia de projetos, pedagogia ecológica e da   diferença são tendências para os próximos dez anos e podem ser praticadas de forma conjunta. Por meio delas é necessário que sejam abordados temas sobre a história da África e dos afrodescendentes brasileiros, o processo de envelhecimento, a música, o corpo, a alimentação saudável e natural e o meio ambiente.

10) Tecnologia da Educação: informatizar a instituição escolar de diferentes formas desde as aulas por meio de tablets  e lousa digital até ambientes virtual de aprendizagem , blogs, produção de vídeos, internet, games; a instituição utilizando twitter, facebook, google earth, google maps, dentre outros.

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