Ensino Médio pela voz dos adolescentes

25/mai/2017 às 4:55 por Profa. Sônia R.Aranha em: ensino médio

Por Carta Educação:

O Ensino Médio é notadamente um dos gargalos da educação brasileira. Alguns de seus desafios podem ser traduzidos em números: há 1,6 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; destes, 10%, em média, não estudam, nem trabalham.

No entanto, a etapa também tem que lidar com uma tarefa igualmente urgente, só que de natureza mais subjetiva: qualificar o ensino e torná-lo mais significativo aos adolescentes, o que passa por conhecer a realidade das juventudes em profundidade.

É sobre este cenário que o documentário “Nunca me Sonharam”, uma iniciativa do Instituto Unibanco, dirigido por Cacau Rhoden e produzido pela Maria Farinha Filmes se debruça. O longa metragem se propõe a fazer uma análise do Ensino Médio a partir da interlocução com estudantes, que são convidados a falar dos sonhos, expectativas e dificuldades que levam diariamente para a escola.

Em uma hora e meia, é possível conhecer a experiência de 70 personagens, entre os quais também figuram educadores e especialistas em educação. Conforme a narrativa se costura, se evidencia a necessidade de que o sistema educacional se comprometa com a transformação da vida dos adolescentes.

“O país esqueceu da educação pública ao longo da sua história”, avaliou o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Para ele, isso é decisivo para que, sobretudo o Ensino Médio, seja produtor de tanta desigualdade social.

Compartilha da visão o diretor Cacau Rhoden. “Os obstáculos que os estudantes enfrentam no convívio em sociedade impactam diretamente não só suas vidas particulares, mas a escola e a educação como um todo, o que gera um ciclo vicioso”, avalia ao considerar as taxas de evasão escolar ainda não contornadas pela etapa escolar.

Para os especialistas, nesse sentido, o filme atua como um instrumento provocador de debate e reflexões. E ainda que reconheça a necessidade das escolas serem propositoras de mudanças qualitativas, também entende que o espaço e sua comunidade não podem ser os únicos responsabilizados.

“Não há política de transformação possível sem sonhar as pessoas. Isso é da natureza da responsabilidade pública. Sonhar o outro é uma medida radical de empatia para desenhar política pública. É preciso elo com a alteridade”, atesta Henriques.

Onde assistir

O documentário será exibido durante a 4ª edição do Festival Ciranda de Filmes, em São Paulo. Nesta quinta 25, haverá uma sessão gratuita do longa metragem no Espaço Itaú de Cinema, na rua Augusta, às 14h30.

O filme chega ao circuito comercial de cinema no dia 8 de junho em São Paulo e Rio de Janeiro, e deve oferecer sessões gratuitas no primeiro final de semana.

Já na semana que antecede a estreia nos cinemas, de 1 a 7 de junho, o documentário também fica disponível para educadores de todo o Brasil na plataforma Video Camp.

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Quando recebo aqui no blog pedidos de auxílio de pais de alunos, cujas especificidades não são respeitadas nas escolas ou quando são reprovados por décimos, além de auxiliá-los a obterem uma solução via legislação de ensino, tento mostrar-lhes que  estas escolas  (que são  a maioria) , públicas ou privadas,   compreendem  suas ações educativas atreladas aos século XIX e XX ao considerarem que avaliar é equivalente a examinar, esquadrinhar, medir  a quantidade de conhecimento que o aluno reteve e ao fazer isso e, ao mesmo tempo, classifica o aluno em pares de oposto: maduro/imaturo, bom/mau, fraco/forte, difícil/fácil, etc…

No entanto, vivemos no século XXI e este tipo de ensino agoniza e daí que podemos observar as inúmeras ações judiciais impetradas pelos pais contra as escolas e uma generalizada indisciplina.

Não é possível represar inteligências que interagem com os novos meios de comunicação e vivem conectadas em redes virtuais com uma dinâmica distinta daquela encontrada na maioria das escolas.

De modo que pipocam aqui e ali iniciativas escolares inovadoras na tentativa de dar conta da nova geração e dos novos desafios sociais que se avolumam.

Segue abaixo o documentário  Quando sinto que já sei saído do forno (estreou no último  dia 29/07/2014) que apresenta algumas destas iniciativas.

O documentário foi produzido de forma coletiva, cujos recursos foram captados por intermédio do Catarse e dirigido por Antonio Lovato, Raul Perez e Anderson Lima.

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La Educación Prohibida

23/jul/2014 às 12:47 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

Se você é educador ou tem filhos não deixe de assistir o documentário La Educación Prohibida. Um convite para que todos nós sejamos agentes na transformação da educação.

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Sementes do nosso quintal

24/dez/2012 às 4:29 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação, educação infantil

Por : site do Sementes do nosso quintal

Sementes do Nosso Quintal, documentário da diretora estreante Fernanda Heinz Figueiredo, foi lançado na 14.ª edição do Festival de Internacional de Cinema Ambiental, o FICA, que aconteceu em junho deste ano na Cidade de Goiás, e agora irá participar da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

O filme mostra o cotidiano da escola de Te-arte, da qual a diretora é ex-aluna, localizada no meio de São Paulo, a maior cidade da América Latina, a partir de material gravado durante 4 anos, e nos coloca dentro do quintal dessa escola, um quintal de natureza e vida abundantes, que lembra o quintal de nossa avó, junto de 80 crianças de diferentes idades e adultos.

Temos a chance de acompanhar de perto o trabalho e o pensamento-em-ação da educadora capixaba Thereza Pagani, hoje com 81 anos e em franca atividade, que estabelece um diálogo simples, verdadeiro e ancestral com as crianças, famílias e adultos que estão à sua volta. Personagem controversa e carismática, Therezita, como é chamada, criou o seu trabalho a partir de sua experiência e corpo vividos, e escolheu trazer para dentro da escola a vida da comunidade escolar, trabalhando valores de simplicidade, liberdade, criatividade, respeito ao outro e aos limites, responsabilidade, senso comunitário, beleza, arte e cultura popular, vida e morte.

Aos poucos vemos também surgir como personagem do documentário o próprio espaço escolar, um organismo vivo, orgânico e poético em constante mutação, reflexo das mudanças de estação do ano, do ciclo de festas populares e das atividades que giram em torno do brincar espontâneo, onde as crianças e adultos se conhecem, interagem e crescem.

O documentário fala, sobretudo, de um trabalho atemporal e sem precedentes que lida com as alegrias, complexidades, tristezas e conflitos da vida dentro da escola, fazendo disso o seu principal insumo. Ao mesmo tempo que ficamos fascinados com o diálogo e a transmissão de conhecimento entre a velha e as crianças, certa inquietude sobre a continuidade do trabalho, e quem irá semeá-lo em outros lugares, fica no ar.

Assista o trailer:

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La Educación Prohibida : estréia em 13/08

11/ago/2012 às 22:53 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

Em 13/08/2012 estréia mundial do documentário La Educación Prohibida. A estréia ocorrerá presencialmente em Bueno Aires na Sala Pablo Neruda,apenas para convidados, como também pela internet disponibilizado em diferentes sites distribuídos em vários países,sobretudo, os da Iberoamérica. http://www.educacionprohibida.com/

A La Educación Prohibida é um documentário que se propõe questionar as lógicas da escolarização moderna e a forma de entender a educação,dando visibilidade para experiências educativas diferentes, não convencionais que cultivam a necessidade de um novo paradigma educativo.

A La Educación Prohibida é um projeto realizado por jovens que partiram da visão de quem aprende e embarcaram em uma pesquisa que cobre 8 países realizando entrevistas a mais de 90 educadores de propostas educativas alternativas. O filme foi financiado coletivamente graças ao centro de coprodutores e tem licença livre que permite e encoraja sua cópia e reprodução.

La Educación Prohibida se propõe alimentar e disparar um debate social reflexivo  acerca das bases que sustentam a escola, promovendo o desenvolvimento de uma educação integral centrada no amor, no respeito, na liberdade e na aprendizagem.

Sinopse:

A escola tem mais de 200 anos de existência e é considerada a principal forma de acesso à educação. Hoje em dia, a escola e a educação são conceitos amplamente discutidos em foros acadêmicos, políticas públicas, instituições educativas, meios de comunicação e espaços da sociedade civil. Desde sua origem, a instituição escolar tem estado caracterizada por estruturas e práticas que hoje são consideradas obsoletas e anacrônicas.Dizemos que não acompanham as necessidades do século XXI.Sua principal falência se encontra em um projeto que não considera a natureza da aprendizagem, a liberdade de compreender a importância do amor e dos vínculos humanos no desenvolvimento individual e coletivo

A partir destas reflexões críticas surgem , ao largo dos anos, propostas e práticas que pensaram e que pensam a educação de uma forma diferente. “La Educación Prohibida” é um documentário que propõe recuperar muitas delas , explorar suas ideias e visibilizar experiências que se atrevem a trocar as estruturas do modelo educacional da escola tradicional.

Mais de 90 entrevistas a educadores, acadêmicos, profissionais, autores, pais e mães envolvendo 8 países de Iberoamérica, passando por 45 experiências educativas não convencionais; mais de 25.000 seguidores nas redes sociais antes de sua estréia e um total de 704 coprodutores que participaram em seu financiamento, convertendo a La Educación Prohibida em um fenônemo único. Um projeto totalmente independente de uma magnitude inédita  que dá conta da necessidade latente do crescimento e surgimento de novas formas de educação.

Assistam o trailler e dia 13/08 acompanhem a estréia aqui

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Você já sonhou em estudar, trabalhar ou mesmo poder matricular o seu filho no Ensino Médio em uma escola que não tem nota, nem disciplinas isoladas, nem exame final e, tampouco, aulas que o professor fica a falar diante dos alunos perfilados em suas carteiras ?

Uma escola de período integral , cujas manhãs são reservadas para o ensino mais teórico, digamos assim , e à tarde para as oficinas práticas que o próprio aluno escolhe , com no máximo 30 alunos por sala ?

Você já sonhou com uma escola cujo o objetivo maior é o de desenvolver a personalidade do aluno, ajudando-o a descobrir o ramo de atividade para o qual tem vocação, preparando-o para enfrentar um mundo difícil e em constante mutação ?

Uma escola que professores não ficam apavorados com a cola porque as avaliações tem consulta livre: o aluno pode recorrer a anotações, cadernos, mapas e livros porque o importante é o processo de estudo e não o erro e a decoreba?

E você já sonhou com uma escola para o seu filho estudar que, mesmo passados 40 anos, ela ainda permanece viva no coração dele e em suas lembranças, de tal forma que ele sinta uma forte necessidade de reencontrar com os seus colegas de turma e com seus ex-professores para com eles criar uma associação, cuja missão é mantê-la viva na história da educação brasileira?

E você já sonhou com tudo isso ocorrendo em uma escola pública?

Pois não é que tudo isso já existiu?

Nos anos 60, do século XX, foram criados os Ginásios Vocacionais primeiramente em São Paulo, Americana e Batatais e depois em Barretos, Rio Claro e São Caetano do Sul. Leia um trecho de um artigo de José Hamilton Ribeiro que saiu na Revista Realidade em abril de 1967 (o artigo na íntegra você poderá ler aqui)

“Os cinco ginásios vocacionais em funcionamento estão localizados em Batatais, Barretos, Rio Claro, Americana e São Paulo (Brooklin). Cada um tem um programa de estudo adaptado à sua cidade, por exemplo, Americana, fundada por americanos, os alunos de primeira série podem começar o ano estudando a Guerra de Secessão do Estados Unidos. Enquanto isso, no ginásio de Batatais, os mesmos alunos de primeira série estão iniciando as atividades em volta de um quadro de Portinari: o pintor nasceu na região (Brodósqui) e deixou muitas obras espalhadas pela cidade, já em Barretos tudo pode ter seu começo numa fazenda, à beira de um curral de zebus.”

Nos Ginásios Vocacionais estudaram mais de 8 mil alunos entre os filhos da elite paulistana e de operários, mas exatamente em 12 de dezembro de 1969 policiais invadiram as seis escolas prendendo professores e pais de alunos e decretando o fim dos colégios vocacionais.

Toda essa história está contida no documentário Sete Vidas eu Tivesse… dirigido por José Maurício de Oliveira, da turma de 63 do GEVOA, em homenagem a diretora Maria Nilde Mascellani

As instituições de ensino podem pedir uma cópia de outros documentários a respeito , como o Vocacional Uma Aventura Humana visando exibí-las para seus professores e alunos. O pedido pode ser feito por intermédio da GVive -Associação de Ex-alunos, Ex-Colaboradores e Amigos do Sistema de Ensino Vocacional do Estado de São Paulo - gvive@gvive.org.

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