1) Colégio pode reter o meu filho no 1° ano do ensino fundamental?

Não, principalmente no Estado de São Paulo, porque há o Parecer CEE-SP n.285/2014 que em sua apreciação diz:

“Portanto, não é admitida a retenção do aluno, por falta de aproveitamento, nos três anos iniciais do Ensino Fundamental. A proposta de um plano individualizado de ensino necessariamente deverá ser feita para atender às necessidades especiais do estudante em questão, de forma a apoiá-lo no ano seguinte, sem afastá-lo da sua turma e dos colegas com quem iniciou o Curso.”

A Resolução CNE/CBE N.07/2010 recomenda veementemente que os três primeiros anos devam ser considerados como um único ciclo pedagógico sem interrupção , esse seria um caminho para as escolas, mas para isso elas precisam (re)significar seus projetos pedagógicos . A Resolução CNE/CBE n.07/2010:

Art. 30 Os três anos iniciais do Ensino Fundamental devem assegurar:

I – a alfabetização e o letramento;

II – o desenvolvimento das diversas formas de expressão, incluindo o aprendizado da Língua Portuguesa, a Literatura, a Música e demais artes, a Educação Física, assim como o aprendizado da Matemática, da Ciência, da História e da Geografia;

III – a continuidade da aprendizagem, tendo em conta a complexidade do processo de alfabetização e os prejuízos que a repetência pode causar no Ensino Fundamental como um todo e, particularmente, na passagem do primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro.

§ 1º Mesmo quando o sistema de ensino ou a escola, no uso de sua autonomia, fizerem opção pelo regime seriado, será necessário considerar os três anos iniciais do Ensino Fundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial não passível de interrupção, voltado para ampliar a todos os alunos as oportunidades de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas, imprescindíveis para o prosseguimento dos estudos

2) Quais as consequências emocionais caso ocorra uma retenção neste 1° ano?

Não vislumbro consequências emocionais danosas se houver necessidade de reter  o seu filho neste 1°ano. Em geral as crianças nesta idade aceitam bem quaisquer ocorrências, desde que os adultos lhe passem segurança e lhe dão apoio com conselhos , sugestões enfim… aceitem também o que está acontecendo.  No entanto, o Conselho Nacional de Educação entende que os três primeiros anos não devem reprovar, até porque o 1° é um introdutório, um começo de caminho que não deve ser interrompido.

3) Quais as legislações que amparam os alunos diagnosticados com TDHA?

Salvo engano, não há nada específico para um TDHA, mas toda a legislação referente a necessidades educacionais especiais também se aplicam neste caso. No entanto, encontrei um parecer importante do Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo contrário a retenção de aluno com TDAH (aqui)

Há outras para casos de necessidades especiais:

Constituição Nacional 1988 artigo 208 (aqui) 
Estatuto da Criança e do Adolescente (aqui)

Plano Nacional de Educação que estabelece vinte e oito objetivos para a educação com necessidades especiais (aqui)

Resolução número 2, de 11 de setembro de 2001 que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (aqui)

LDB 9394/96 – CAPITULO V DA EDUCAÇÃO ESPECIAL (aqui)

4) O colégio é obrigado a fornecer meios para facilitar a aprendizagem desses alunos?
Sim, totalmente. A legislação é clara nesse sentido: tudo e mais um pouco a escola deve fazer para promover avanços. Reforço, aulas de recuperação paralela e ,sobretudo, um projeto específico para alunos com necessidades educacionais especiais.

5) Quais os meios que eu posso recorrer da  decisão de uma retenção?

Escreva uma carta para a direção solicitando reconsideração a respeito do resultado final do processo de ensino/aprendizagem explanando a condição de seu filho ser TDHA. Protocole este documento.

A direção terá que lhe dar uma devolutiva no máximo em 10 dias corridos. Se isso não acontecer, entre novamente com pedido de recurso junto a escola, porém, desta vez, endereçada para o Dirigente de Ensino Regional.

No entanto, não basta promovê-lo e, tampouco, retê-lo, porque em ambos os casos será necessário garantir uma série de procedimentos:

– Diagnóstico das dificuldades do aluno;

- quais os conceitos que não foram construídos e os motivos da dificuldade?      – quais os objetivos que  não foram atingidos e os motivos da dificuldade?
- quais foram as estratégias e recursos pedagógicos usados para sanar as dificuldades do aluno?

- Plano de Estratégias para sanar as dificuldades do aluno;

- Recuperação Paralela (fora do horário de aula);

Além disso, um plano de recuperação paralela deve ser elaborado com um cronograma de aplicação , enfim…. tudo e mais um pouco deve ser previsto para que este aluno atinja  os objetivos mínimos exigidos.


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La Educación Prohibida

23/jul/2014 às 12:47 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

Se você é educador ou tem filhos não deixe de assistir o documentário La Educación Prohibida. Um convite para que todos nós sejamos agentes na transformação da educação.

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Educação e a Constituição de 1988

31/out/2013 às 17:21 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

Por Luciana Russo

 

A educação é um direito fundamental, estabelecido no artigo 6º, que dispõe:

“Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”

No entanto, a disciplina sobre este tema está tratada no Título da Ordem Social nos artigos 205 a 214.

Tem sido uma tendência dos exames da OAB e de concursos públicos exigir dos candidatos o conhecimento sobre esse assunto. Por essa razão, decidi escrever sobre educação, basicamente para apresentar o que a Constituição estabelece relativamente a esse direito.

A educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Observa-se, desse modo, que educação não é dever exclusivo do Estado, tendo também a família igual responsabilidade. Além disso, a sociedade também deve colaborar. O objetivo da educação é o desenvolvimento pleno da pessoa, ou seja, em todos os aspectos e dimensões e seu preparo para viver e participar da sociedade – cidadania, estando preparado para o trabalho.

Importante conhecer os princípios, com base nos quais o ensino será ministrado: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; gestão democrática do ensino público, na forma da lei; garantia de padrão de qualidade; piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal.

Quanto ao dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; progressiva universalização do ensino médio gratuito; atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

O acesso ao ensino obrigatório e gratuito (ensino básico – dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade) é direito público subjetivo. Assim, possível a utilização de mandado de segurança. Ademais, o não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. E não basta ter a vaga, pois compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. Assim, a criança e o adolescente deve efetivamente frequentar a escola.

Embora o ensino seja um serviço público, ele é livre à iniciativa privada, mas atendidas algumas condições: cumprimento das normas gerais da educação nacional e autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. Logo, não há uma liberdade absoluta, sendo necessário o atendimento desses requisitos.

Os conteúdos mínimos para o ensino fundamental, devem ser fixados de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Destaca-se que o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. Interessante observar que, embora o Brasil seja um Estado laico, ou seja, separado da Igreja, a religião tem grande influência em nossa cultura, por essa razão a previsão de ensino religioso. Este, contudo, deve abranger as diversas expressões religiosas.

O ensino fundamental regular deve ser ministrado em língua portuguesa, mas é assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei. O mesmo é aplicável às instituições de pesquisa científica e tecnológica.

Quanto à distribuição das competências entre os entes da federação, a União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. Já os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular.

Por fim, a Constituição ainda prevê que a lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: erradicação do analfabetismo; universalização do atendimento escolar; melhoria da qualidade do ensino; formação para o trabalho; promoção humanística, científica e tecnológica do País e o estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto.

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Por:Contee – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino

A Contee participou ontem (8) de reunião convocada pela CNTE com as principais entidades que defendem a educação, com a proposta de realizar um ato público em defesa da destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação público, conforme o texto elaborado e aprovado previamente pela Câmara.

Além de Trajano Jardim, que representou a Contee, participaram do encontro Patrique Lima, da UNE, Vivian Melcop, da Undime, Edite Afonso Silva, do Consed, Remi Castioni, do Proifes, e Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

No encontro, Trajano Jardim ressaltou que a Contee, por princípio, defende a educação pública de qualidade e para todos, além de lutar pela regulamentação do setor privado, para que a educação não seja tratada como mercadoria. Ele também reiterou que a Confederação está engajada, juntamente com todas as entidades, na batalha pela destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação e que manterá também a mobilização de todas as entidades filiadas para pressionar a aprovação do projeto de acordo com o elaborado pela Câmara.

O presidente da CNTE, Roberto Leão, afirmou que o objetivo do ato é recarregar as baterias para enfrentar o debate sobre a destinação dos royalties do petróleo, uma vez que a proposta do Senado, apoiada pelo governo, não vai alterar o quadro da saúde e da educação no país”.

Leão convocou todas as entidades para fazer pressão nos representantes. No dia 13 haverá um ato no espaço Mário Covas da Câmara dos Deputados, às 15h, com deputados de todos os partidos que defendem o projeto do relator André Figueiredo.

Patrique Lima, da UNE, lembrou que o petróleo precisa deixar um legado para o país e que até 2022 a juventude representará o maior percentual da população, com 50 milhões de jovens. Já Vivian, da Undime, alertou que a mídia vem polarizando a questão da gestão da educação pública conforme o interesse do governo, apresentando dados frágeis e desatualizados e que a Undime tem buscado esclarecer uma série de estudos que vem sendo publicados nos últimos dias, como as da Controladoria-Geral da União e da Secretaria do Tesouro Nacional.

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Eleições Municipais: 13 ações de Educação

20/jun/2012 às 4:40 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação, política educacional

As eleições municipais estão chegando e acredito que antes de escolhermos nossos candidatos devemos analisar o seu Plano de Governo e destaco aqui 13 ações que devem , a meu ver, ser contempladas na área de educação, a saber:

1) O aluno, com seus direitos garantidos pela Constituição Federal, é o foco da educação;

2) Transformar as Escolas em Ambientes de Aprendizagem atendendo as diferenças  com um ensino personalizado contando em cada  sala de aula com um professor e um auxiliar;

3) Atingir, nos 4 anos de mandato, a meta do MEC para o IDEB que é nota 6,0 e/ou ir além dela ;

4) Atender ao Decreto Federal N.6094/2007 com especial atenção para o inciso II, do artigo 2 “ alfabetizar as crianças até, no máximo, oito anos de idade, aferindo os resultados por exame periódico”

5) Cursos de formação de professores nas modalidades presenciais, a distância e semi-presenciais de forma contínua e ininterrupta;

6) Atender o Piso do Magistério ;

 

7) Estética : valorizar os aspectos estéticos do ambiente construído da Escola admitindo o belo, o conforto térmico, a iluminosidade, a jardinagem e mobiliário ergométrico como constituintes do Plano de Educação;

8) Sustentabilidade: adaptar a construção das Escolas e construir novas visando a sustentabilidade com capacitação de água de chuva, reuso de água e eticar as unidades escolares com a ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia);

9) Inclusão e Acessibilidade atendendo as diferentes necessidades das pessoas deficientes de acordo com a Lei n. 10.048, de 08 de novembro de 2000, Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000, Decreto n. 5.296, de 02 de dezembro de 2004;Decreto n.5.626 de 22 de dezembro de 2005 e Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes;

10) Acessibilidade tecnológica digital cada escola com wireless, com site próprio, cada sala de aula com lousa digital; tablets;

11) Acessibilidade de informação atendendo a Lei de Acesso a Informação disponibilizando Regimento Escolar, Projeto Político/Pedagógico; regras de conduta e legislação de ensino em site da unidade;

12) Atender a Lei da Biblioteca Escolar N.12.244/2010 que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.

13) Criação de uma Ouvidoria  ( Ombudsman) específica da Educação,  espaço onde o cidadão pode manifestar suas críticas, dar sugestões, pedir informações ou reclamar quanto aos serviços prestados pelas escolas e pela Secretaria de Educação Municipal.

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Sisu: inscrições começam no dia 18/06/2012

18/jun/2012 às 1:48 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação, política educacional

Fonte: Rede Brasil Atual

São Paulo – As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação começam na segunda-feira (18). Esta edição, a segunda do ano, oferece 30.548 vagas em 56 instituições de ensino superior. Os candidatos interessados devem se inscrever entre segunda e sexta-feira (18 a 22) pelo site do Sisu.

Para a inscrição é necessário que o candidato tenha feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 e que não tenha tirado nota zero na redação. Algumas instituições exigem notas mínimas para aceitar a inscrição. Quando isso ocorre, o sistema emite uma mensagem informando sobre a nota insuficiente.

Ao efetuar a inscrição o candidato pode escolher até duas opções de cursos e tem a chance de alterar até a próxima sexta-feira (22). Depois disso, o sistema seleciona os candidatos, de acordo com as notas de corte de cada instituição, e realiza a chamada para a matrícula.

A lista das instituições participantes, quantidade de vagas e os cursos oferecidos estão disponíveis no site do Sisu. Entre os cursos oferecidos, as licenciaturas são as que têm maior número de vagas. São eles: pedagogia (777); matemática (757); química (670); ciências biológicas (513); física (511), e educação física (486).

A primeira chamada do Sisu será no dia 25 deste mês, e a matrícula, do dia 29 a 2 de julho. A segunda chamada será em 6 de julho e a matrícula, de 10 a 11 de julho.

O Sisu foi criado pelo MEC para selecionar estudantes para as vagas nas instituições públicas de ensino superior. A classificação dos candidatos e as notas de corte são divulgadas diariamente na página do sistema.

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Pensando em novos modos de construir uma Escola

17/jun/2012 às 20:23 por Profa. Sônia R.Aranha em: Eco-Escola, educação

Andando por aí, porém com foco, encontrei um trabalho bem bacana de um pessoal de uma ONG de nome Núcleo de Amigos da Terra Brasil , de Porto Alegre, cujo tema é Centro de Referência para Edificações Sustentáveis em Meio Urbano

Achei muito interessante a metodologia aplicada para desenvolver um projeto de edificação sustentável e acredito que este projeto poderia se constituir enquanto sugestão para orientar um projeto de construção para uma Eco-Escola.

Como sou da área de educação, pouco sei de arquitetura, mas conhecer as etapas de um projeto de construção que pretende ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente responsável é importante para atingir os objetivos aqui propostos.

Pois bem, o pessoal do Núcleo de Amigos da Terra Brasil contratou uma equipe que iniciou o projeto do Centro de Referência a partir de 4 etapas : levantamento de dados, estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo.

Iniciemos com a primeira etapa, o levantamento de dados: trata-se de conhecer os usuários e o contexto da Eco-Escola por intermédio de entrevistas e reuniões visando definir um programa de necessidades.

Entendo que para uma Eco-Escola seria muito promissor desenvolver esta primeira etapa envolvendo o corpo docente, a equipe técnica pedagógica, todos os demais profissionais que se fazem presentes em uma unidade escolar, além da comunidade do entorno da obra.

Se a Eco-Escola fosse uma iniciativa privada, seria preciso primeiro contratar o corpo docente e a equipe técnica, ou selecionar profissionais que estivesse de acordo com o projeto para participarem dele bem do início, ou seja, do primeiro tijolo. O mesmo procedimento poderia ocorrer se a iniciativa partisse da rede pública de ensino por intermédio da vontade manifesta dos professores, diretores escolares, dentre outros profissionais.

Seria bacana, não? Quando é que nós da educação somos chamados para discutir um projeto de construção do edifício-escola? Sim, não me esqueci de toda uma legislação que prescreve quantos metros deve ter uma sala de aula (salvo engano é um metro quadrado por aluno), orientações inclusive de metragem para quadra desportiva, laboratório de ciências, biblioteca e etc…Tudo bem. Mas quem tem que saber disso? Quem sabe isso? Em geral o Diretor Escolar orienta a obra conforme a legislação e os supervisores de ensino, alocados em suas Diretorias, aprovam ou não a solicitação de abertura de uma escola. Os professores e outros profissionais ao chegar para trabalhar já encontram a escola pronta, prontinha para funcionar e cabe a todos aceitar a convenção.

Refiro-me aqui a outra situação: quando é que paramos para pensar sobre a relação entre o projeto político/pedagógico e a arquitetura escolar? Elaboramos, supostamente, de forma coletiva o projeto político/pedagógico da escola, mas não pensamos se seus princípios estão ajustados com aqueles que orientaram o projeto arquitetônico.

Quem nos alerta para esta questão é Michel Foucault no seu livro
Vigiar e Punir especificamente no capítulo Corpos Dóceis.
Conta-nos Foucault que os presídios, os hospícios e as escolas possuem a mesma estrutura arquitetônica, justificada por um projeto comum de ordenamento, controle, da arte da distribuição. As estruturas arquitetônicas dos hospícios, das escolas, das fábricas, dos presídios de até então, comungavam um único pressuposto, a disciplina, que na maioria da vezes exige a cerca, o muro, a fileira , o quadro, sempre fechado. A distribuição e divisão dos espaços possuíam um rigor, por exemplo, o quadriculamento.

Já viu uma sala de aula? O piso é quadriculado, ou seja, 1 metro quadrado para cada aluno. Cabe aí uma carteira com uma cadeira, enfileirada horizontal e verticalmente. Os mais baixos e mais estudiosos à frente, os mais altos e menos estudiosos no fundo. À frente da classe o professor com sua mesa maior e posicionada à direita ou à esquerda do quadro negro. Esse ordenamento por fileiras no século XVIII, segundo Foucault, “começa a definir a grande forma de repartição dos indivíduos na ordem escolar.”

Sendo assim, é preciso que uma nova organização espacial seja pensada que combine com um projeto ecológico/político/pedagógico cujos pressupostos se apóiam nos conceitos de visão de mundo que se faz sistêmica, multifacetada, complexa e em rede.

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Arquitetura Ecológica para uma Eco-Escola

17/jun/2012 às 20:18 por Profa. Sônia R.Aranha em: Eco-Escola, educação

Dizem que arquitetura ecológica também pode ser denominada como bioarquitetura ou arquitetura sustentável, ou ainda , arquitetura verde , que segundo o Wikipedia “ procura utilizar maneiras de prevenir os impactos ambientais que podem ser gerados em uma construção.”

São objetos estratégicos da arquitetura ecológica o projeto, o planejamento, a pós-ocupação, a manutenção, o novo uso e o desmonte. São procedimentos de um movimento cíclico , como a vida, que inicia no nascimento, segue todas as etapas até a morte.

Cada detalhe é pensado para que o meio ambiente seja minimamente agredido, mas , sobretudo, que agrida em menor grau os trabalhadores que levantarão a obra e os futuros usuários da construção.

O fato é que há muito a ser explorado nesta área , mas também já temos em mãos inúmeras informações, sugestões e indicadores para construirmos , daqui pra frente, de forma socialmente responsável, ecologicamente correta e economicamente viável.

Como sempre acho importante contextualizar aquilo que falo ou que leio, ou que penso… enfim… indico um trabalho muito interessante que encontrei buscando pela internet dos autores Prof.Leopoldo Bastos e Profa Claudia Barroso-Krause Sustentabilidade e Arquitetura: histórico e abordagem do estado da arte

Eles apresentam um histórico da arquitetura x materiais até culminar na Eco 92 quando surge a questão do desenvolvimento sustentável. Depois seguem para o que chamam de evolução do conceito de arquitetura sustentável passando pela Agenda 21 , Protocolo de Kioto e Montreal terminado com métodos de avaliação e certificação. Bem interessante, vale a leitura.

Outra recomendação é dar uma passadinha no site da Ignez Ferraz e ler um texto bastante informátivo a respeito de arquitetura sustentável. Dá dicas sobre materiais de construção menos agressivos e apresenta fotos de construções de moradias possibilitando  pensar com mais clareza a respeito de um projeto para uma Eco-Escola.

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Os meninos e a escola

17/jun/2012 às 17:35 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

Assisti a palestra de Ali Carr-Chellman proferida no TED talk a respeito das motivações que tem levado os meninos a um total desinteresse pelas aulas e sendo corriqueiramente diagnosticados como TDAH.

Confira abaixo a transcrição da palestra de Ali Carr-Chellman :

Estou aqui para lhe dizer que nós temos um problema com os meninos, e que isso é um problema sério. A cultura deles não está funcionando nas escolas. E eu gostaria de compartilhar com você maneiras para pensarmos em como superar esse problema.

Primeiro, quero começar dizendo, este é um menino, e esta é uma menina. E isso é provavelmente o que você pensa, de forma estereotipada, como um menino e uma menina.

Se eu essencializar gênero para você hoje então você poderá ignorar o que tenho a dizer. Eu não vou fazer isto; não estou interessada em fazer isto. Esse é um tipo de menino diferente e um tipo de menina diferente. A questão aqui é que nem todos os meninos vivem dentro desses parâmetros rígidos de que nós consideramos como meninos e meninas. E nem todas meninas vivem dentro desses parâmetros rígidos do que pensamos como meninas.

Mas, na verdade, a maioria dos meninos tende a ser de uma certa forma, e a maioria das meninas tende a ser de uma certa forma. E a questão é que, para os meninos, a maneira que eles vivem e a cultura que eles abraçam não funciona bem nas escolas de hoje.

Como sabemos disso?

O 100 Girls Project [Projeto 100 Meninas] nos mostra estatísticas realmente boas. Por exemplo:

Para cada 100 meninas suspensas do colégio, há 250 meninos suspensos do colégio.

Para cada 100 meninas expulsas do colégio, há 335 meninos expulsos do colégio.

Para cada 100 meninas em educação especial, há 217 meninos.

Para cada 100 meninas com dificuldade de aprendizagem, há 276 meninos.

Para cada 100 meninas diagnosticadas com distúrbio emocional, nós temos 324 meninos.

E a propósito, todos esses números são significativamente maiores se acontecer de você ser negro, se acontecer de você ser pobre, se acontecer de você frequentar um colégio superlotado.

E se você é um garoto, você tem 4 vezes mais chances de ser diagnosticado com TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Agora, existe o outro lado disso. E é importante que reconheçamos que as mulheres ainda precisam de ajuda nos colégios, que os salários ainda são significativamente mais baixos, mesmo quando controlados para tipos de empregos, e que as garotas continuam tendo dificuldades em matemática e ciências ao longo dos anos. Isso é tudo verdade.

Nada disso nos impede de prestar atenção aos problemas de alfabetização dos nossos garotos entre 3 e 13 anos. E isso é nosso dever. Na verdade, o que precisamos fazer é pegar uma página do playbook deles, porque as iniciativas e programas que temos em prática para mulheres em ciência, engenharia e matemática são fantásticos. Eles fizeram muita coisa boa para garotas nessas situações. E nós temos que pensar em como podemos fazer para que isso também aconteça com os garotos quando novinhos.

Até mesmo quando são mais velhos, o que vemos é que ainda há um problema. Quando observamos as universidades, 60% dos diplomas de bacharelados, hoje, vão para mulheres, o que é uma mudança significante. E na verdade, os administradores das universidades estão um pouco constrangidos pelo fato que talvez estejamos chegando perto dos 70% de população de mulheres em universidades.

Isso faz os administradores das universidades ficarem muito nervosos, porque as meninas não querem ir para colégios que não tenham meninos.

E estamos começando a ver o estabelecimento de centros para homens e estudos sobre homens pensar sobre como podemos engajar os homens em suas experiências em universidades.

Se você fala com os professores, eles poderão dizer “Uh. Sim, bem, eles estão jogando vídeogames, e estão apostando online durante a noite inteira, e estão jogando ‘World of Warcraft”. E isso está afetando o desempenho acadêmico deles.”

Adivinha o quê! Vídeogames não são a causa. Vídeogames são um sintoma. Eles estavam desligados há muito tempo, antes deles chegarem.

Então, vamos falar sobre o porquê deles se desligarem quando eles tinham entre 3 e 13 anos.

Existem 3 razões que acredito porque os meninos estão fora de sincronização com a cultura dos colégios norte-americanos de hoje.

A primeira é a tolerância zero. Conheço uma professora do jardim de infância, seu filho deu todos os seus brinquedos, e ela teve que procurar e remover todas as armas de plástico. Não se pode ter facas, espadas e machados de plástico e todo esse tipo de coisa em salas do jardim de infância. O que receiamos que esse jovem fará com essa arma? Quero dizer, qual é? Mas aqui ele fica como um exemplo de que, nos dias de hoje, não se pode alvoroçar no playground. Não que eu esteja a defender os valentões. Não estou sugerindo que temos que permitir armas e facas em colégios. Mas quando dizemos que um “Eagle Scout” [Escoteiro da América] em uma sala de aula em um colégio com seu carro trancado no estacionamento com um canivete dentro do carro tem que ser suspenso do colégio, eu acho que fomos um pouco longe demais com a tolerância zero.

Uma outra maneira que a tolerância zero perde é na escrita dos garotos. Em muitas salas de aula hoje você não é permitido escrever nada que seja violento. Não  é permitido escrever sobre nada que tenha a ver com vídeogames – esses são tópicos proibidos. Um menino chega em casa do colégio, e diz, “Eu detesto escrever.” “Por que você detesta escrever, filho? Qual é o problema com o escrever?” “Agora eu tenho que escrever o que ela quer que eu escreva.” “OK, o que ela está mandando você escrever?” “Poemas. Eu tenho que escrever poemas. E pequenos momentos na minha vida. Eu não quero escrever sobre essas coisas.” “Tudo bem. Mas, o que você quer escrever? Sobre o que você quer escrever?” “Eu quero escrever sobre vídeogames, sobre leveling-up [passar de nível]. Eu quero escrever sobre esse mundo interessante. Eu quero escrever sobre um furacão que vem na nossa casa e arrebenta todas as janelas e estraga a mobília toda e mata todo mundo.” “Tudo bem. OK.” Se você diz isso a um professor, eles irão lhe perguntar, muito seriamente, “Será que deveríamos mandar essa criança para o psicólogo?” E a resposta é não, ele é simplesmente um menino. Ele é simplesmente um menininho. Não está OK escrever esse tipo de coisas em salas de aula hoje.

Então, essa é a primeira razão: a política de tolerância zero e a maneira como é cumprida.

Uma outra razão que as culturas dos meninos estão fora de sincronia com as culturas escolares: há menos professores do sexo masculino. Qualquer pessoa acima de 15 anos sabe o que isto significa, porque nos últimos 10 anos, o número de professores de escola primária foi cortado pela metade. Fomos de 14% para 7%. Isto significa que 93% dos professores que nossos jovens têm nas escolas primárias são de mulheres. Qual é o problema com isto? Mulheres são excelentes. Sim, absolutamente Mas modelos do sexo masculino para meninos que dizem que está bem ser inteligente – eles têm pais, eles têm pastores, eles têm líderes nos Lobinhos Escoteiros, mas no final, 6 horas por dia, 5 dias na semana, eles passam na sala de aula. E a maioria dessas salas de aula não são lugares onde têm homem. E eles dizem, realmente este não é um lugar para meninos. Este é um lugar para meninas. Eu não sou muito bom nisto, então acho que seria melhor ir jogar jogos de vídeo ou praticar esporte, ou algo assim, porque eu obviamente não pertenço aqui. Homens não pertencem aqui, está bem claro.

Então, isso pode ser uma forma muito direta que vemos isto acontecer. Mas menos diretamente, a falta da presença masculina na cultura – em uma sala dos professores, onde eles estão conversando sobre Joey e Johnny batendo um no outro na hora do recreio. “O que vamos fazer com esses meninos?” A resposta a esta pergunta depende de quem está sentado em torno da mesa. Há homens em torno da mesa? As mães que criaram os meninos estão na mesa? Você vai ver, a conversa muda dependendo de quem está sentado em torno da mesa.

A terceira razão porque meninos não sincronizam com a escola hoje: o jardim de infância é o antigo segundo ano. O que está acontecendo é uma compressão séria do currículo. Aos 3 anos, é melhor você saber escrever o nome de forma legível, ou então consideramos isto como desenvolvimento atrasado. Quando você chega na primeira série, já deve ser capaz de ler os parágrafos de um texto talvez com uma imagem, talvez sem, de um livro com 25 a 30 páginas. Se não, nós provavelmente iremos lhe colocar em um programa especial de leitura. E se você perguntar aos professores, eles irão dizer que eles têm 4 ou 5 meninos para cada uma menina nesse programa, em escolas primárias.

A razão disso ser um problema é porque a mensagem que os meninos recebem é, “você precisa fazer o que a professora pede para você fazer o tempo todo.” O salário da professora depende que nenhuma criança será deixada para trás   e responsabilização e testes e tudo isso. Então, ela tem que descobrir uma forma de ajudar todos esses meninos a completar o currículo – e as meninas. Este currículo compressado é ruim para todas as crianças ativas. E o que acontece é que, ela diz, “Por favor, sente, fique quieto, faça o que for mandado, siga as regras, controle o seu horário, concentre, seja uma menina.” Isso é o que ela fala para eles. Indiretamente, isso é o que ela fala para eles. Então isso é um problema muito sério. Isso de onde vem? Vem de nós. (Risadas) Queremos que nossos bebês leiam quando eles têm 6 meses. Já viu os anúncios? Queremos viver em Lake Wobegon onde toda criança é acima da média. Mas o que isso faz às nossas crianças não é saudável. Isso não é apropriado para o desenvolvimento, e é especialmente ruim para meninos.

Então o que fazer? Nós temos que encontrá-los onde eles estão. Precisamos nos colocar na cultura dos meninos. Precisamos mudar a mentalidade de aceitação em meninos nas escolas primárias. Mais especificamente, podemos fazer coisas muito específicas. Podemos criar melhores jogos. A maior parte dos jogos educacionais que existem hoje são flashcards. Estes são glorificados exercícios e prática. Eles não têm profundidade, a narrativa rica e engajadora que os jogos de vídeo têm, que realmente interessam aos meninos. Precisamos criar jogos melhores. Precisamos conversar com os professores e os pais e os diretores de escolas e políticos. Precisamos fazer com que as pessoas vejam que necessitamos de homens em salas de aula. Precisamos avaliar as políticas de tolerância zero com cuidado. Elas fazem sentido? Temos que pensar em como descomprimir esse currículo, se pudermos, e tentar trazer de volta os meninos para um espaço que seja confortável para eles. Todos esses diálogos precisam acontecer.

Há alguns grandes exemplos de escolas – o New York Times falou recentemente sobre uma escola. Um designer de jogos da ‘New School’ criou um vídeogame escolar maravilhoso. Mas que só lida com poucas crianças. E assim não é muito escalável. Temos que mudar a cultura e os sentimentos que os políticos, os diretores das escolas e pais têm sobre a maneira que aceitamos e o que aceitamos nas nossas escolas. Temos que encontrar mais fundos para o design de jogos. Porque bons jogos, jogos bons de verdade, são caros, e World of Warcraft tem um senhor orçamento. A maioria dos jogos educacionais não o tem. Onde começamos: meus colegas – Mike Petner, Shawn Vashaw e eu – começamos por tentar observar a atitude dos professores e descobrir como eles realmente se sentem sobre jogos, o que eles têm a dizer. E descobrimos que eles falam sobre as crianças nas suas escolas, que falam sobre jogos, de uma maneira bem degradante. Dizem, “Oh, sim. Eles falam sobre esse assunto o tempo todo. Eles falam sobre as suas figurinhas de ação e suas pequenas conquistas ou medalhas de mérito, ou seja lá o que for. E falam sobre essas coisas o tempo todo.” E falam disso como se isso fosse OK. Mas se fosse a sua cultura, pense como isso o faria sentir. É muito ruim ouvir esse tipo de linguagem. Eles ficam nervosos com qualquer coisa que tenha a ver com violência por causa das políticas de tolerância zero. Eles têm certeza que os pais e administradores nunca aceitarão nada.

Então precisamos pensar em como observar as atitudes dos professores e encontrar formas de mudar as atitudes para que os professores sintam-se mais abertos e receptivos às culturas dos meninos nas suas salas de aula. Porque, essencialmente, se não fizermos isso, teremos meninos saindo da escola primária dizendo, Bem, acho que aquilo era um lugar só para as meninas; não era para mim. Então vou jogar vídeogame, ou vou praticar esportes.”  Se mudarmos essas coisas, se prestarmos atenção nessa coisas, e engajarmos os meninos em seu aprendizado, eles sairão da escola primária dizendo, sou inteligente.

Muito obrigada.

 

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Homeschooling: já ouviram falar?

10/jun/2012 às 16:08 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação

 

Homeschooling é um movimento de pais que preferem educar seus filhos em casa e que ocorre nos Estados Unidos. As motivações para esse movimento  são diversas, mas a mais comum é a que diz respeito ao  ensino público de qualidade mais do que duvidosa e o privado que não deixa espaços para as individualidades  de cada aluno.

Aqui no Brasil  tem crescido a adesão pelo ensino domiciliar , mas a Dra. Claudia Hakim adverte para os perigos jurídicos de tal adesão já que aqui a a educação escolarizada é obrigatória.

Para saber mais  segue o link:

http://maedecriancassuperdotadas.blogspot.com.br/2012/06/cresce-adesao-dos-pais-ao-ensino.html

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