Projeto de Meio Ambiente para o Ensino Fundamental

20/jan/2013 às 1:19 por Profa. Sônia R.Aranha em: educação, escola particular

Nos dias atuais a escola que não investir em projetos pedagógicos sobre meio ambiente está fora de rota, porque os conceitos de sustentabilidade, responsabilidade sócio ambiental e consciência verde estão na ordem do dia.

O CentrodEstudos , organização da qual faço parte como diretora de estudos e pesquisa , em parceria com a Lixeira Orgânica resolveu lançar um projeto pedagógico ambiental inusitado.

Trata-se do Projeto Lixo Vivo.

O Projeto Lixo Vivo busca ensinar os alunos que o lixo orgânico é vivo e que se soubermos manejá-lo ,dando-lhe uma destinação adequada ele não vai parar em um aterro sanitário mas em nossos jardins e hortas transformado em adubo.

Com as Lixeiras Orgânicas Didáticas os alunos irão manejar o lixo e verificar que a minhoca Eisenia Andrei se alimenta do lixo e produzindo húmus que irá adubar as plantas completando o ciclo da vida.

Além de manusear a lixeira , observar as minhocas e a produção do húmus e também do chorume , os alunos terão ao seu dispor uma Sala Virtual Verde para aprofundar os estudos sobre resíduos sólidos.

Tendo em vista a Política Nacional de Resíduos Sólidos que chamará todos nós a sermos responsáveis pelo lixo, as escolas que participarem do Projeto Lixo Vivo estará na vanguarda , ajudando a construir uma nova geração de cidadãos preocupados com o meio ambiente na prática.

Participe!! Entre em 2013 inovando, os seus alunos e pais agradecerão!

Contato: sonia@centrodestudos.com.br ou lixeiraorganica@gmail.com

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Estamos no meio do ano e aquela dúvida começa a pairar no ar:  “será que transfiro meu filho de escola?”  “Qual escola escolher?”

Bem, digamos que as respostas não são assim tão fáceis de serem obtidas porque é preciso muito cuidado para mudar de escola e além disso saber escolher uma outra escola que agregue mais benefícios do que a atual.

Se você tem algum tipo de restrição à escola de seu (s) (sua) filho (a) (s) tenha em mente que todas as escolas possuem defeitos e qualidades e muitas vezes os defeitos são temporários. De modo que vale a pena esperar.

Mas se você está mesmo desgostosa (o) e seu (s) (sua) filho (a) (s) também, daí não há mesmo jeito , o melhor é mudar para uma outra escola.

Cinco dicas para escolher uma escola particular:

1)  Visite a escola e peça para conhecer o recreio . Se a escola negar , mal sinal , pode significar que a escola não é aberta a críticas, ao diálogo e a transparência. Se a escola permitir é um bom sinal.

No recreio observe: quantas pessoas fazem a supervisão, como é que a intervenção dos conflitos ocorre e se o recreio é ou não dirigido. O recreio nos dá uma ótima pista de como a escola lida com as diferenças, com os conflitos , com a segurança e como entendem o papel das brincadeiras na formação da criança;

2) Peça para conhecer o Projeto Pedagógico (P.P). Se não deixarem , mal sinal, pode significar que são avessos ao diálogo e a transparência, mas se permitirem bom sinal. Verifique se há contemplado no P.P.  a inclusão e se a  aprendizagem é mais voltada para o desenvolvimento de habilidades privilegiando a individualidade de cada um;

3) Conteúdos são importantes , porém o mais importante é como estão sendo construídos no interior da sala de aula. Verifique no P.P. como descrevem a prática pedagógica e o que valorizam. Se houver referências a projetos interdisciplinares como mediador na construção destes conteúdos, bom sinal. Mas , por outro lado, se a ênfase recair nas apostilas do sistema de ensino X, Y ou Z,  fique alerta, pode ser um ensino conteudista e  mais preocupado na transmissão de informação do que na construção interativa, colaborativa e experimental dos conteúdos. Conteúdos fortes são aqueles que desafiam e que inovam a forma de pensar e que estão atrelados as descobertas do momento científico atual, convidando os alunos a participar e não dizem respeito ao volume de informação;

4) Observe também no Projeto Pedagógico o sistema de avaliação. Há escolas que infelizmente ainda conferem nota utilizando formas decimais do tipo : 3,2 – 4,7. É inacreditável que isso exista neste século a despeito de todas as pesquisas realizadas na área da educação. Uma boa compreensão de sistema de avaliação está de acordo com as modernas teorias pedagógicas, prevendo que a avaliação se dá no processo de ensino/aprendizagem, isto é, a avaliação quer saber se o aluno atingiu os objetivos propostos, mas ao mesmo tempo revela se o ensino está, também ele, atingindo os objetivos. De modo que a avaliação é importante tanto para o aluno, como para o professor e deve ser entendida como um momento de correção de rumos de ambas as partes;

5) O projeto pedagógico da escola  tem que estar em acordo como o seu (e de sua família) posicionamento no mundo  Por exemplo: digamos que você seja uma pessoa super preocupada com o meio ambiente e que considera super importante diminuir o consumo de modo a diminuir a produção individual de lixo, portanto, é uma pessoa que dispensa a sacolinha plástica e usa a eco bag , tem lixeira orgânica em casa , compra apenas o necessário para si e para os filhos. Daí uma escola que valoriza o consumo e que tem pouco ou quase nenhuma preocupação com o meio ambiente em sua prática cotidiana (desperdiça água, luz, material etc…) e  não apresenta durante o ano letivo nenhum tipo de projeto com esta temática, não é uma boa opção de escola para este  caso. O inverso também é verdadeiro. De modo que , a questão de valores é fundamental.

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Pensando em novos modos de construir uma Escola

17/jun/2012 às 20:23 por Profa. Sônia R.Aranha em: Eco-Escola, educação

Andando por aí, porém com foco, encontrei um trabalho bem bacana de um pessoal de uma ONG de nome Núcleo de Amigos da Terra Brasil , de Porto Alegre, cujo tema é Centro de Referência para Edificações Sustentáveis em Meio Urbano

Achei muito interessante a metodologia aplicada para desenvolver um projeto de edificação sustentável e acredito que este projeto poderia se constituir enquanto sugestão para orientar um projeto de construção para uma Eco-Escola.

Como sou da área de educação, pouco sei de arquitetura, mas conhecer as etapas de um projeto de construção que pretende ser ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente responsável é importante para atingir os objetivos aqui propostos.

Pois bem, o pessoal do Núcleo de Amigos da Terra Brasil contratou uma equipe que iniciou o projeto do Centro de Referência a partir de 4 etapas : levantamento de dados, estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo.

Iniciemos com a primeira etapa, o levantamento de dados: trata-se de conhecer os usuários e o contexto da Eco-Escola por intermédio de entrevistas e reuniões visando definir um programa de necessidades.

Entendo que para uma Eco-Escola seria muito promissor desenvolver esta primeira etapa envolvendo o corpo docente, a equipe técnica pedagógica, todos os demais profissionais que se fazem presentes em uma unidade escolar, além da comunidade do entorno da obra.

Se a Eco-Escola fosse uma iniciativa privada, seria preciso primeiro contratar o corpo docente e a equipe técnica, ou selecionar profissionais que estivesse de acordo com o projeto para participarem dele bem do início, ou seja, do primeiro tijolo. O mesmo procedimento poderia ocorrer se a iniciativa partisse da rede pública de ensino por intermédio da vontade manifesta dos professores, diretores escolares, dentre outros profissionais.

Seria bacana, não? Quando é que nós da educação somos chamados para discutir um projeto de construção do edifício-escola? Sim, não me esqueci de toda uma legislação que prescreve quantos metros deve ter uma sala de aula (salvo engano é um metro quadrado por aluno), orientações inclusive de metragem para quadra desportiva, laboratório de ciências, biblioteca e etc…Tudo bem. Mas quem tem que saber disso? Quem sabe isso? Em geral o Diretor Escolar orienta a obra conforme a legislação e os supervisores de ensino, alocados em suas Diretorias, aprovam ou não a solicitação de abertura de uma escola. Os professores e outros profissionais ao chegar para trabalhar já encontram a escola pronta, prontinha para funcionar e cabe a todos aceitar a convenção.

Refiro-me aqui a outra situação: quando é que paramos para pensar sobre a relação entre o projeto político/pedagógico e a arquitetura escolar? Elaboramos, supostamente, de forma coletiva o projeto político/pedagógico da escola, mas não pensamos se seus princípios estão ajustados com aqueles que orientaram o projeto arquitetônico.

Quem nos alerta para esta questão é Michel Foucault no seu livro
Vigiar e Punir especificamente no capítulo Corpos Dóceis.
Conta-nos Foucault que os presídios, os hospícios e as escolas possuem a mesma estrutura arquitetônica, justificada por um projeto comum de ordenamento, controle, da arte da distribuição. As estruturas arquitetônicas dos hospícios, das escolas, das fábricas, dos presídios de até então, comungavam um único pressuposto, a disciplina, que na maioria da vezes exige a cerca, o muro, a fileira , o quadro, sempre fechado. A distribuição e divisão dos espaços possuíam um rigor, por exemplo, o quadriculamento.

Já viu uma sala de aula? O piso é quadriculado, ou seja, 1 metro quadrado para cada aluno. Cabe aí uma carteira com uma cadeira, enfileirada horizontal e verticalmente. Os mais baixos e mais estudiosos à frente, os mais altos e menos estudiosos no fundo. À frente da classe o professor com sua mesa maior e posicionada à direita ou à esquerda do quadro negro. Esse ordenamento por fileiras no século XVIII, segundo Foucault, “começa a definir a grande forma de repartição dos indivíduos na ordem escolar.”

Sendo assim, é preciso que uma nova organização espacial seja pensada que combine com um projeto ecológico/político/pedagógico cujos pressupostos se apóiam nos conceitos de visão de mundo que se faz sistêmica, multifacetada, complexa e em rede.

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